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14/11/2010 - 15h12

Jabuti consagra Chico Buarque e nova safra das letras

MARCELO JUCÁ
colaboração para a Livraria da Folha

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Escritor e compositor devassa com olhar cortante as mazelas da vida
Escritor e compositor devassa com olhar cortante as mazelas da vida

O 52º Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira, consagrou Chico Buarque. "Leite Derramado" (Companhia das Letras, 2009), seu quarto romance, venceu como melhor livro ficção, arrebatando também os votos do inédito júri popular na mesma categoria. A história narra os delírios e aventuras da família Assumpção, liderada pelo moribundo Eulálio. O livro também foi eleito o melhor do ano pelo Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

A depressão é o tema que rendeu a Maria Rita Kehl os aplausos pelo prêmio de melhor livro não ficção, com "O Tempo e o Cão" (Boitempo Editorial, 2009). A preferência do júri popular, no entanto, foi por "Linguagens Formais" (Bookman, 2009), dos professores Marcus Vinicius Medena Ramos, João José Neto e Ítalo Santiago Vega.

Na categoria romance, o jornalista Edney Silvestre foi premiado com "Se Eu Fechar os Olhos Agora" (Record, 2009), sua obra de estreia. O autor narra a investigação de um crime que envolve dois garotos, um ex-preso político e o corpo mutilado de uma linda mulher. O uso de referências históricas atua como cenário para a maldade humana e as linhas descrevem a essência da complexa realidade brasileira.

Os textos elaborados de José Rezende Júnior o levaram a conquistar o Jabuti na categoria Contos e Crônicas, com "Eu Perguntei pro Velho se Ele Queria Morrer" (Editora 7letras, 2009). Em 12 histórias, o autor aborda diferentes facetas do amor, entre o ódio e a ternura, o sexo e o beijinho. E seja em par, triângulo ou narciso, o escritor encontra nas entranhas de covardes e sonhadores pedaços de cada um deles.

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Biografia decifra um enigma da música popular brasileira: Simonal
Biografia decifra um enigma da música popular brasileira: Simonal

Em biografia, a vida do polêmico músico Wilson Simonal (1939-2000) foi sacudida em "Nem Vem que Não Tem" (Editora Globo, 2009), de Ricardo Alexandre. A obra prestigia e desvenda os mal-entendidos da carreira do ídolo pop.

Já Marina Colasanti, vencedora em poesia, proporciona uma deliciosa e requintada volta ao mundo por meio de seu olhar apurado e de suas percepções em "Passageira em Trânsito" (Record, 2009).

Ruy Castro levou o prêmio na categoria reportagem com "O Leitor Apaixonado" (Companhia das Letras, 2009). A coletânea, organizada por Heloísa Seixas, apresenta especialmente para esta edição. Os textos enfatizam o lado humano dos escritores célebres e outros pouco conhecidos.