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29/01/2012 - 11h00

Relação perfeita não existe, diz autor de "O Amor É para os Fortes"

da Livraria da Folha
Texto baseado em informações fornecidas pela editora da obra.

"O Amor É para os Fortes" (Editora Vida & Consciência, 2010) prova que não existe a relação amorosa perfeita, mas a possível. Segundo o escritor espiritualista Marcelo Cezar, essa relação possível é baseada no respeito à vontade daqueles que amamos.

Divulgação
História de dois casais é cruzada por paixão, traição e desconfiança
História de dois casais é cruzada por paixão, traição e desconfiança

Ditado pelo espírito Marco Aurélio para Cezar, a trama narra a história de dois casais. O amor circula no ritmo da quadrilha dos versos de Carlos Drummond de Andrade, em poema homônimo.

Edgar é casado com Denise, que não o ama e está envolvida com Leandro, casado com Letícia, que se relaciona com Denise em busca de informações sobre a intimidade conjugal, inexistente em seu casamento.

Denise abandona Edgar. Ele tenta se suicidar, mas Marina o ajuda. Apaixona-se por ele, mas mantém em segredo seus sentimentos. Letícia percebe que o espírito enciumado de seu pai tenta mantê-la afastada do marido.

Além de ter nuances doces demais, a narrativa alia paixão, traição e vingança ao poder das forças espirituais para encontrar o amor.

Aurélio tenta decifrar os mistérios dos personagens para que o leitor entenda que o amor verdadeiro é destinado somente aos fortes de espírito.

Cezar tem mais de dez livros publicados sobre espiritualidade, todos ditados pelo espírito de Marco Aurélio.

Leia abaixo um trecho do primeiro capítulo da obra.

*

Era meio da tarde de um dia quente e abafado, bem típico de verão. Fazia dias que não caía uma gota de água e a sensação térmica nas ruas era infinitamente maior do que a exibida nos termômetros espalhados pela cidade.

Edgar encostou o carro na calçada, apertou o botão do pisca-alerta e desceu. Nem ligou para o sopro quente e consequente suor que começava a escorrer pela testa tão logo abrira a porta do veículo. Ele sorriu para si e deu de ombros. Estava feliz. Era um dia especial e ele havia se esquecido das rosas vermelhas - as preferidas de sua esposa.

- Denise vai adorar a surpresa! - murmurou enquanto caminhava em direção a uma das bancas de flores espalhadas ao longo dos muros do cemitério do Araçá. Até poderia parecer algo mórbido - comprar flores para a amada nas banquinhas que ficam encostadas no muro que circunda um cemitério -, no entanto, o local é bem frequentado e é costume do paulistano comprar flores nessas bancas, não importa a ocasião, pois elas funcionam todos os dias da semana, sem fechar, além de oferecerem flores sempre bonitas, fresquinhas e o preço ser bem em conta.

Edgar escolheu rosas vermelhas colombianas, aquelas com pétalas grandes e cores bem vivas. Apontou para o vaso e disse:

- Quero uma dúzia dessas.
- Quer que embale para presente?
- Não, é um arranjo que eu mesmo vou fazer para a minha esposa - respondeu ele, largo sorriso nos lábios.

Assim, apanhou o ramalhete de rosas, pagou a atendente e saiu feliz. Não se importava com o calor insuportável, cujo relógio ali perto, na esquina da rua Cardeal Arcoverde, marcava inacreditáveis 36 graus.

A atendente suspirou e fechou os olhos enquanto se abanava com um leque.

- Que homem romântico! Como eu queria um desses na minha vida.
- Feio isso, Berenice - protestou, num tom de brincadeira, a senhora da banca ao lado. - Você é casada, dê-se ao respeito!
- Casada com um homem nada romântico! Wesley não é um marido, é um tremendo encosto. Depois que nos casamos ele nunca mais me levou para jantar fora ou pegar um cinema.
- Por quê?
- Não sei, eu reclamei e ele me disse que quando namorávamos a vida era diferente, não tínhamos filhos, contas para pagar. Disse que agora estamos cheios de responsabilidades, que diversão quem tem é namorado. Marido, não.
- Jura?
- E sabe o que ele teve o atrevimento de me dizer também?
A vizinha estava interessadíssima no assunto:
- O quê?
- Por que iria pagar por uma sessão de cinema se na televisão tem filmes aos montes! De graça! Ai, que raiva.

A vizinha da banca de flores empinou o peito.

- Por essa razão nunca me casei. Só quero saber de namorar. É mais fácil, não dá trabalho e cada um vive na sua casa. Não deu certo? Arrume a trouxa e vá embora.
- Esse homem que acabou de sair daqui é romântico, simpático, perfumado...
- Mas tem cara de sonso. Deve ser escravo da mulher.
- Você mal viu o rapaz. Como pode falar com tanta certeza?
- Sou mulher vivida, namoradeira e, além do mais, trabalho nesta banca há muitos anos, conheço os tipos masculinos mais variados. Esse que saiu agora é um paspalhão, do tipo que tem até medo da esposa, que não discute jamais. Só diz sim. Pode acreditar.
- É verdade. Ele é simpático, contudo tem cara de cachorro sem dono.

A conversa continuou entre as duas donas das bancas de flores até aparecer outro cliente. De uma coisa Berenice tinha razão: Edgar era um romântico incorrigível. Era apaixonado pela esposa, marido devotado. Fazia todas as vontades e caprichos de Denise. Não reclamava absolutamente de nada. Ao contrário, beijava o chão que a esposa pisava.

Ele não era nem feio, nem bonito. Tinha um rosto quadrado, bem comum. Possuía estatura média, cerca de 1,75 de altura, corpo esguio em função da alimentação saudável e exercício, muito exercício físico. Edgar tinha sido um menino obeso e lutara a vida toda contra a balança, até que conseguira atingir peso adequado depois de aderir regularmente à prática de exercícios físicos. A pele branca contrastava com os cabelos negros e levemente ondulados, penteados para trás; os olhos verdes e expressivos ficavam escondidos atrás dos óculos de grau, que de certa forma deixavam seu semblante mais sério do que o usual, conferindo-lhe um ar sisudo.

*

"O Amor É para os Fortes"
Autor: Marcelo Cezar
Editora: Editora Vida & Consciência
Páginas: 400
Quanto: R$ 29 (preço promocional*)
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.