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25/01/2011 - 17h34

Aprenda as receitas adequadas às diferentes situações no amor e no sexo

colaboração para a Livraria da Folha

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Divulgação
Proposta deste livro é comer, amar e fazer sexo
Comer, amar e fazer sexo, não necessariamente nessa ordem

Na hora de engatar uma paquera em um bar, fique atenta ao mapa psicológico dos drinques. Candidato que estiver bebendo campari tem sinal verde, ou seja, aprecia as coisas boas da vida. Já os amantes de caipirinha são divertidos, despojados, curtem a vida. Também pode ir fundo com os bebedores de cerveja, pois eles estão de bem com a vida. Mas, cuidado com o pessoal do cuba libre, a bebida dos "bunda-moles", ou com os apreciadores de tequila, de temperamento impulsivo, e ainda com os que bebem sempre bloody mary, os solitários.

A receita completa para não se enganar na paquera está em "Crônicas de Amor, Sexo e Culinária" (Escrituras). No livro, a autora Cláudia Monteiro de Castro conta suas aventuras e desventuras amorosas. Ela confessa, já foi fisgada pelo estômago, tentou fazer o gênero femme fatale e se deu mal, sofreu de saudades do ex que suportava todas as suas esquisitices, quase se casou com um siciliano e, depois de tudo isso, tornou-se a rainha do orgasmo imaginário. Romântica, tímida, sonhadora, mas também péssima cozinheira e azarada.

Para cada uma dessas inusitadas situações em que se meteu na busca pelo ser amado, a autora foi buscar receita apropriada. Por exemplo, para seduzir sem erro, a sugestão é de um expert em coquetelaria, Angel Ojea, com o drinque "coquetel sedução". Tiro e queda, diz ela, o drinque é feito com gin, Cointreau, suco de limão e xarope de groselha e, mais importante que tudo, uma cereja maraschino para finalizar. A consumir com moderação, principalmente, se você é do time da autora que, com duas doses, já dorme sobre a mesa.

Sobre as técnicas de conquista, Cláudia de Castro confessa - "é trouxa no amor". Já caiu nas mais velhas e repetidas táticas masculinas. Na lista das clássicas, a de deixar uma música especial na secretária eletrônica, de botar fundo musical suave quando a garota vai conhecer a casa dele, de dizer "só quero um abraço" e aproveitar-se com as mãos. De queixo caído com o que os homens são capazes para conquistar, ela sugere às vítimas desses golpes baixos a Receita do Don Juan, à base de massagens nos pés e beijos na nuca, ao som de Piazzolla.

Entre receitas e coquetéis, a escritora encontra saídas bem humoradas para as difíceis questões do amor. De uma crônica de Fernando Veríssimo, ela tira a frase: "Não existe nada no sexo comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz". Então, para as horas de súbitas ondas de calor, Cláudia de Castro sugere espetar o garfo num ovo frito ou o coquetel sossega leão, outra criação de Angel Ojea. Dessa vez, como decoração, sem a sensual cereja vermelha do coquetel da sedução, mas com uma bem-comportada folhinha de hortelã.

Leia a receita Espera-telefonema

Se até o doce Espera-marido já foi criado, por que não um muito mais simples, o Espera-telefonema? Quer coisa mais comum na vida daqueles que são abençoados pela capacidade de se apaixonar? É preciso muita paciência para esperar um telefonema. Cozinhar faz o tempo passar, a mente relaxar. Além de tudo, não tem nada melhor para fazer o tempo correr despercebido do que lavar aquela louça usada para preparar os pratos.

Ingredientes:

1 lata de leite condensado

1 punhado de gengibre raspado

1 colher de manteiga

1 pacotinho de chocolate Confetti

Modo de preparo:

Colocar a manteiga, o leite moça e o gengibre raspado na panela, mexer bem com colher de pau até adquirir consistência de brigadeiro. Desligar o fogo. Deixar esfriar. Com o auxílio de manteiga, fazer os docinhos em formato de telefone, em duas partes: a caixa do telefone (em formato triangular) e o gancho. Colocar o gancho no telefone. Grudar uma pastilha de Confetti no centro da caixa, representando o disco. Para conseguir fazer os doces ficarem parecidos com telefones você vai precisar de muita habilidade manual. E paciência. Mas isso com certeza você tem. Depois de tudo pronto, esperar e relaxar. Se depois de duas horas a pessoa não ligar, comer um telefone a cada 15 minutos. Até o telefone tocar. Boa sorte!