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| Historiador narra os trágicos dez dias iniciais da 2ª Guerra na URSS |
Em "A Loucura de Stalin", o historiador russo Constantine Pleshakov descreve a relação entre os soldados de Hitler e a população soviética. O exército nazista que invadiu a União Soviética em 1941 trazia desde estupradores e egoístas a moralistas e recrutas ingênuos.
"Soldados do exército invasor tinham diversos níveis de atitudes morais e de valores. Alguns dividiam a comida com seus companheiros, brincavam com as crianças e ensinavam-lhes a falar alemão. Houve casos de boas amizades e até histórias de amor verdadeiro floresceram entre vencedores e vencidos", descreve o autor.
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O livro conta os dez primeiros dias de invasão da União Soviética por tropas alemãs na Segunda Guerra Mundial. O ataque de Hitler mostrou a incapacidade de reação do líder soviético, o ditador não queria acreditar que Hitler o atacaria antes da primavera.
Fundamentado em documentação apenas recentemente disponível, o volume descreve Stalin como um líder inerte, incompetente e vulnerável. Leia, abaixo, um trecho extraído do exemplar.
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Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".
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Os soldados precisam de um lugar para dormir, esperavam encontrar boa comida e também estavam ávidos por sexo. Em princípio, a pilhagem e o estupro eram inaceitáveis no exército de Hitler, pois era sabido que a licenciosidade ameaçava a disciplina. Mas quem poderia definir, no meio daquela guerra atordoante, as fronteiras entre o proibido e o aceitável? Quando, vinte anos antes, os soldados do primeiro exército da cavalaria do general Budenny tinham entrado naquelas mesmas cidades, pilharam, estupraram e mataram sem piedade. As tropas de Hitler acreditavam servir a um objeto mais alto, mas nenhum líder e nenhuma ideologia conseguiram deter a gana de um exercito vitorioso disposto a colher os frutos dos seus esforços, sobretudo quando seu Füher tinha dito que a Europa Central era povoada de judeus desprezíveis e de eslavos subumanos.
Quando um soldado alemão alojava-se num lar soviético, exercia privilégio natural do conquistador, servindo-se de tudo que pertencesse ao seu dono. Quando vasculhavam uma casa em busca de comida, tinham como justificativa o fato de estar buscando subsistência para o esforço de guerra do Reich. Se tirava a roupa na frente de uma mulher soviética, sem forçá-la com uma arma a fazer sexo com ele, considerava o ato um episódio consensual, jamais um estupro. E, muitas vezes, ainda a recompensava com um presente ou, no mínimo, com uma proteção temporária.
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"A Loucura de Stalin"
Autor: Constantine Pleshakov
Editora: Difel
Páginas: 350
Quanto: R$ 38,25 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
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