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07/06/2011 - 20h00

Estupradores e moralistas, obra expõe conduta de exército nazista

da Livraria da Folha

Divulgação
Historiador narra os dez dias iniciais da 2ª Guerra no front Oriental
Historiador narra os trágicos dez dias iniciais da 2ª Guerra na URSS

Em "A Loucura de Stalin", o historiador russo Constantine Pleshakov descreve a relação entre os soldados de Hitler e a população soviética. O exército nazista que invadiu a União Soviética em 1941 trazia desde estupradores e egoístas a moralistas e recrutas ingênuos.

"Soldados do exército invasor tinham diversos níveis de atitudes morais e de valores. Alguns dividiam a comida com seus companheiros, brincavam com as crianças e ensinavam-lhes a falar alemão. Houve casos de boas amizades e até histórias de amor verdadeiro floresceram entre vencedores e vencidos", descreve o autor.

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O livro conta os dez primeiros dias de invasão da União Soviética por tropas alemãs na Segunda Guerra Mundial. O ataque de Hitler mostrou a incapacidade de reação do líder soviético, o ditador não queria acreditar que Hitler o atacaria antes da primavera.

Fundamentado em documentação apenas recentemente disponível, o volume descreve Stalin como um líder inerte, incompetente e vulnerável. Leia, abaixo, um trecho extraído do exemplar.

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Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".

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Os soldados precisam de um lugar para dormir, esperavam encontrar boa comida e também estavam ávidos por sexo. Em princípio, a pilhagem e o estupro eram inaceitáveis no exército de Hitler, pois era sabido que a licenciosidade ameaçava a disciplina. Mas quem poderia definir, no meio daquela guerra atordoante, as fronteiras entre o proibido e o aceitável? Quando, vinte anos antes, os soldados do primeiro exército da cavalaria do general Budenny tinham entrado naquelas mesmas cidades, pilharam, estupraram e mataram sem piedade. As tropas de Hitler acreditavam servir a um objeto mais alto, mas nenhum líder e nenhuma ideologia conseguiram deter a gana de um exercito vitorioso disposto a colher os frutos dos seus esforços, sobretudo quando seu Füher tinha dito que a Europa Central era povoada de judeus desprezíveis e de eslavos subumanos.

Quando um soldado alemão alojava-se num lar soviético, exercia privilégio natural do conquistador, servindo-se de tudo que pertencesse ao seu dono. Quando vasculhavam uma casa em busca de comida, tinham como justificativa o fato de estar buscando subsistência para o esforço de guerra do Reich. Se tirava a roupa na frente de uma mulher soviética, sem forçá-la com uma arma a fazer sexo com ele, considerava o ato um episódio consensual, jamais um estupro. E, muitas vezes, ainda a recompensava com um presente ou, no mínimo, com uma proteção temporária.

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"A Loucura de Stalin"
Autor: Constantine Pleshakov
Editora: Difel
Páginas: 350
Quanto: R$ 38,25 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha