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Uns o consideram um herói, outros um ser abominável. Não há acordo sobre a melhor definição para o general norte-americano George Smith Patton Jr. (1885-1945). A editora Contexto acaba de lançar "Patton", a nova biografia do militar.
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| Obra contém mapas de diversos momentos da Segunda Guerra |
Homofóbico, racista, antissemita, anticomunista e admirado pela extrema direita, o general é uma das figuras mais controversas da Segunda Guerra Mundial e líder essencial em diversos combates importantes contra o Eixo.
O livro destaca os quatro anos (1942-1945) em que ele ganhou fama nos campos de batalha --campanhas no norte da África, Sicília e norte da França e Alemanha-- até sua morte, em 1945.
Parte da coleção "Guerreiros", o volume foi escrito por João Fábio Bertonha, doutor em história pela Unicamp, professor da Universidade Estadual de Maringá e autor de "Fascismo, Nazismo, Integralismo", "Sob a Sombra de Mussolini", "Os Italianos" e "A Segunda Guerra Mundial". Leia um trecho do exemplar.
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Em 3 de agosto de 1943, o general George Smith Patton, Jr. visitava um hospital de campanha do Exército dos Estados Unidos na Sicília quando um jovem soldado de 27 anos - Charles H. Kuhl - chamou a sua atenção por não parecer ferido. Ao saber que Kuhl estava no hospital por exaustão nervosa, o general Patton se enfureceu e, após chamá-lo de covarde e insultá-lo com obscenidades, o esbofeteou e chutou para fora da tenda onde estavam os feridos.
Alguns dias depois, em 10 de agosto, um incidente semelhante ocorreu em outro hospital. Nesse dia, Patton não apenas insultou e ameaçou com o fuzilamento o soldado Paul G. Bennett, mas também usou uma de suas famosas pistolas para atingi-lo com o cabo de marfim. Quando o soldado caiu, aos prantos, Patton o golpeou novamente e, em seguida, deixou o local proferindo mais obscenidades.
Por acaso, esses incidentes chegaram ao conhecimento de jornalistas americanos e constatou-se que ambos os soldados não eram covardes, tinham folhas de serviço respeitáveis e estavam realmente doentes. Especialmente o segundo incidente, amplamente divulgado pelos meios de comunicação, gerou uma série de protestos contra o general. Disciplinado por seu comandante em chefe, Eisenhower, Patton teve que se desculpar publicamente. Com isso, escapou de ser removido do comando, um posto muito cobiçado. Não obstante, o episódio marcou a sua biografia e tornou-se emblemático da complexa personalidade de um dos generais mais famosos, eficientes e polêmicos da Segunda Guerra Mundial.
Patton realmente era um homem contraditório. Originário de uma família rica e poderosa (sendo considerado o oficial mais rico do Exército dos EUA na sua época), era capaz de falar a linguagem simples dos soldados. Seu poder de persuasão podia levá-los aos maiores sacrifícios, fazendo de Patton um comandante amado e odiado ao mesmo tempo. Tímido e inseguro, em alguns momentos, mostrava-se um líder decisivo em outros. Sabia, como nenhum outro oficial, comandar tropas em batalha. Exigia disciplina e obediência dos seus comandados, mas entrava constantemente em conflito com seus superiores. Muitas vezes, encontrou meios criativos de desobedecer a ordens sem ser punido.
Sentia-se perfeitamente à vontade com cavalos e espadas, mas tinha uma habilidade especial em lidar com tanques, blindados e outros elementos da guerra motorizada do século XX, na qual foi um mestre. Seu desempenho durante a Segunda Guerra Mundial foi decisivo para a derrota do nazismo, mas Patton nutria preconceitos contra negros e judeus. Além disso, tinha uma grande aversão ao comunismo e à União Soviética, então aliada do seu país.
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"Patton"
Autor: João Fábio Bertonha
Editora: Contexto
Páginas: 160
Quanto: R$ 28,00 (preço promocional de lançamento*)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha
* Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques. Não cumulativo com outras promoções da Livraria da Folha. Em caso de alteração, prevalece o valor apresentado na página do produto.
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