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18/12/2011 - 10h32

Zona leste de São Paulo cria novas "25 de Março"

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VENCESLAU BORLINA FILHO
DE SÃO PAULO

A rua 25 de Março, em São Paulo, perdeu o apelo de "centro popular de compras" para os moradores de São Miguel Paulista, na zona leste. A explicação está na região da avenida Marechal Tito, considerada por eles a própria "25 de Março".

Conheça os novos centros de compras populares da zona leste de SP

Segundo a ACSP (Associação Comercial de São Paulo), o endereço e outras duas regiões na zona leste -as ruas Salvador Gianetti, em Guaianazes, e Sabbado D´Angelo, em Itaquera- se desenvolvem como novos polos populares de compras.

Lalo de Almeida/Folhapress
Mulheres observam banca de roupas em São Miguel Paulista, na zona leste
Mulheres observam banca de roupas em São Miguel Paulista, na zona leste

Em comum, as localidades têm a longa distância do centro. O trânsito e o transporte deficiente são apontados como os principais propulsores do comércio local. Mas a chegada de grandes redes varejistas atraiu consumidores e criou um círculo virtuoso.

Morador do Itaim Paulista, o balconista Roberto dos Santos, 28, diz que vai à Marechal Tito só para fazer compras. "Consigo de tudo, com preço bom, sem precisar ir à 25."

No bairro, lojas como Casas Bahia dividem espaço com ambulantes. No calçadão da Serra Dourada, consumidores se espremem entre varejistas de roupas e comerciantes informais que vendem desde guarda-chuva a bolsas que imitam grifes.

O supervisor de vendas Alexssandro Gomes, 28, trabalha numa loja de confecções e afirma que a chegada de grandes redes atraiu mais lojistas. "O comércio vem crescendo de uns quatro anos para cá."

"Essas regiões são consideradas grandes shoppings a céu aberto. Pela dificuldade de locomoção ou até de frequentar shoppings, eles movimentam o comércio regional", diz o professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Edgard Barki.

TRANSFORMAÇÃO

O baiano Adilson Gomes de Matos, 46, chegou a Guaianazes em 1982. A família mantém três lojas de bolsas e malas na região. "Nestes 30 anos, o comércio cresceu bastante. Foi importante acompanhar a transformação."

Para o vice-presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine, à medida que a cidade cresce, o acesso aos centros tradicionais de compra fica mais difícil. "É a partir dessa necessidade que se começa a gerar um comércio forte."

Segundo ele, os problemas só podem ser solucionados pelo poder público. "Para isso, no entanto, o consumidor deve se unir e reivindicar."

As subprefeituras de Guaianazes e São Miguel Paulista não se manifestaram até o fechamento desta edição sobre a reivindicação dos comerciantes e a presença de ambulantes no calçadão da Serra Dourada.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress
 

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