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29/12/2011 - 08h00

Presidente da Alpargatas ataca protecionismo do governo

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DE SÃO PAULO

A adoção de barreiras tarifárias para proteger a indústria nacional dos importados chineses vai gerar um efeito "nefasto".

Quem diz é Márcio Utsch, 53, presidente da Alpargatas, maior empresa de calçados e artigos esportivos do país em receita líquida (R$ 2,2 bilhões em 2010), dona de Havaianas e Topper e importadora de Mizuno e Timberland, informa reportagem de Mariana Barbosa publicada na Folha desta quinta-feira.

Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

"Enquanto a indústria internacional investe e se moderniza, a nacional não está preparada para viver sem proteção", diz.

Voz dissonante no meio empresarial, o executivo critica a adoção, no ano passado, de uma tarifa antidumping de US$ 13,85 para proteger o calçado nacional de importados asiáticos. Para ele, a prática é um "disparate".

"O consumidor tem acesso à internet. Ele compara com os preços lá de fora e acha que a gente aqui é ladrão. Já temos 35% de imposto de importação no calçado e colocamos mais a tarifa antidumping", afirma.

"Quem paga a conta do protecionismo são os consumidores."

Luiza Sigulem/Folhapress
Marcio Utsch, 53, presidente da Alpargatas
Marcio Utsch, 53, presidente da Alpargatas

Leia mais na edição desta quarta-feira, que já está nas bancas.

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