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30/12/2011 - 07h38

Baixa renda pagará por barreira a produtos têxteis

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DE SÃO PAULO

A mudança na forma de tributar a importação de itens do vestuário vai atingir as classes de menor renda no Brasil. A avaliação é da ABVTex (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), organização que representa 15% do setor no país, informa Agnaldo Brito em reportagem na edição desta sexta-feira da Folha.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A entidade (que representa bandeiras como Marisa, Riachuelo, C&A, Pernambucanas, Renner, Walmart e outras) criticou o plano do governo federal de mudar o regime de tributação de produtos têxteis importados.

Após reunião com representantes da indústria têxtil, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse --no início desta semana em São Paulo-- que o país deverá adotar um novo regime tributário sobre a importação do setor.

A ideia é abandonar a aplicação de uma alíquota sobre o produto importado e passar a impor um valor fixo sobre o quilo do produto. A mudança está em avaliação pela Camex (Câmara do Comércio Exterior), órgão do MIDC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

"A substituição da base de cálculo fixada pelo preço do produto (ad valorem) pelo peso do produto (ad rem) é um grave retrocesso na política internacional brasileira de abertura de mercado", afirma José Eduardo Guzzardi, diretor da associação.

Leia mais na edição desta sexta-feira, que já está nas bancas.

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