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Hackers planejam ataques a sites de bancos; Itaú já saiu do ar
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MÁRCIO NEVES
DE SÃO PAULO
Hackers brasileiros do grupo Anonymous divulgaram nesta segunda-feira o início de uma ação para tirar do ar sites de instituições bancárias públicas e privadas no Brasil.
Segundo o grupo, a ação batizada de #OpWeeksPayment é um protesto contra a corrupção e será feita ao longo da semana com o intuito de deixar a cada dia um serviço de internet banking fora do ar por pelo menos 12 horas.
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Ainda de acordo com o Anonymous, esta semana foi escolhida para as ações, pois concentra dias em que a maioria das empresas fazem o pagamento de salários a seus funcionários e, portanto, quando os sites de internet banking têm maiores demandas de acesso.
Nesta segunda-feira o primeiro alvo foi o site do banco Itaú, que conforme a Folha constatou, ficou indisponível entre as 10h05 e as 10h11, após realizar diversas tentativas de acesso neste período.
As tentativas foram feitas por conexões de três redes diferentes.
Entre as 10h11 e as 10h20, o site passou a funcionar, mas com lentidão.
A assessoria de imprensa do Itaú confirmou por meio de nota que houve indisponibilidade do site do banco por alguns momentos na manhã de hoje, mas não informou os motivos do problema.
O grupo de hackers ainda comemorou a instabilidade do site do banco em seu perfil no Twitter.
A Folha apurou ainda que além do primeiro ataque realizado nesta segunda-feira contra o Itaú, dois bancos públicos e dois privados estão na mira dos hackers para novos ataques.
Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que os ataques a sites dos bancos, se bem sucedidos, "atingiriam e prejudicariam a população que utiliza os serviços eletrônicos para obter informações e realizar transações bancárias".
Ainda segundo a entidade, as instituições financeiras têm "mecanismos e contingências capazes de inibir eventuais ataques como os supostamente seriam tentados contra os bancos".
"A Febraban vem postulando com empenho a aprovação de lei especifica que criminalize ataques e fraudes eletrônicas. A aprovação de uma lei sobre o tema, que vem sendo discutida no Congresso Nacional há vários anos, ajudaria no combate a este tipo de conduta", disse.
| Divulgação | ||
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