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31/01/2012 - 09h22

Lucro do banco Santander cresce 5% em 2011 e vai a R$ 7,7 bi

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TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO

Atualizado às 13h34.

O banco Santander Brasil anunciou nesta terça-feira que registrou lucro líquido de R$ 7,755 bilhões em 2011, 5,1% a mais do que os R$ 7,382 registrados em 2010. No quarto trimestre, somou R$ 1,799 bilhão, queda de 0,2% frente ao trimestre anterior.

No padrão contábil brasileiro, o Santander teve ganho líquido de R$ 3,557 bilhões no ano passado, uma queda de 7,9% em relação ao ano anterior.

Lucro do Bradesco tem alta de 10% em 2011 e vai a R$ 11 bi

O resultado do banco contrasta com o da matriz espanhola, que teve forte queda no lucro, por conta do reconhecimento de perdas no setor imobiliário. No mundo, o Santander lucrou 7,021 bilhões de euros --14% menos do que no ano anterior.

Com a crise na Europa, o Santander brasileiro aumentou sua fatia nos resultados globais do gigante espanhol. O Brasil já contribui com 28% dos ganhos globais --há um ano era 25% e logo depois da compra do Banco Real, em 2008, estava em 22%.

"É razoável pensar que em 2012 vamos chegar a 30% dos resultados globais", disse Marcial Portela, presidente do banco no Brasil.

No ano passado, a unidade brasileira mandou cerca de 80% dos R$ 3,175 bilhões em dividendos para a matriz na Espanha.

A carteira de crédito total do Santander ficou em R$ 194,184 bilhões no fechamento de 2011, alta de 20,9% em 12 meses e de 5,1% na comparação com o trimestre anterior.

O segmento de pessoa física registrou crescimento de 24,4% em doze meses e 5,4% no trimestre. Segundo a instituição, os produtos de maior destaque na carteira em ambos os períodos foram, cartões e imobiliário.

O índice de inadimplência (carteira vencida há mais de 90 dias mais créditos normais com alto risco de inadimplência) atingiu 6,7% no quarto trimestre, mantendo-se estável em comparação ao trimestre anterior.

Em relação ao mesmo período de 2010, o índice registrou alta de 0,9 ponto percentual, impulsionado pelo segmento pessoa física, que apresentou, no mesmo período, alta de 1,4 ponto percentual. A carteira pessoa jurídica registrou crescimento de 0,4 ponto percentual.

Com reportagem de São Paulo

 

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