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Fundador do Facebook ganhou US$ 1,5 mi em rendimentos em 2011
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GABRIEL BALDOCCHI
DE SÃO PAULO
À frente da empresa próxima de alcançar uma avaliação de até US$ 100 bilhões (R$ 173,7 bilhões), Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, figura em meio a cifras que pouco fazem lembrar sua idade. Aos 27 anos, o jovem recebeu US$ 1,5 milhão (R$ 2,61 milhões) em rendimentos no ano passado.
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A empresa apresentou ontem o registro oficial da oferta inicial de ações às autoridades norte-americanas. O valor é uma combinação de um salário de US$ 483 mil, um bônus de US$ 220 mil e outros rendimentos de quase US$ 800 milhões.
Embora comande um time de executivos com uma média de idade dez anos acima da sua e um total de 3.200 funcionários, o presidente-executivo do Facebook teve um dos menores rendimentos no alto escalão da companhia.
Sheryl K. Sandberg, vice-presidente de Operações, liderou a lista, com ganhos de US$ 30,9 milhões. Sandberg, que trabalhou no Google e no Tesouro dos EUA, é uma das pessoas mais importantes depois de Zuckerberg. Sua saída, assim como a do fundador, aparece no prospecto da oferta como fator de risco que pode afetar o resultado da empresa.
Remuneração não deve ser problema para o presidente-executivo. Se de fato a oferta movimentar US$ 10 bilhões, como prevê parte do mercado, e o valor da empresa ficar em torno dos US$ 100 bilhões, sua fatia da companhia garantirá uma cifra de US$ 28 bilhões.
Zuckerberg demonstrou, em carta para os investidores junto com o registro da oferta, não estar preocupado com valores. "Nós não construímos serviços para ganhar dinheiro, nós fazemos dinheiro para construir melhores serviços.", afirmou.
REMUNERAÇÃO
O salário de Zuckerberg e da vice-presidência passará a ser de US$ 1 a partir de 2013, um valor simbólico. Como parte de uma estratégia de atrair talentos e mantê-los na empresa, os executivos contarão com os bônus e com pacotes de ações para a remuneração.
Para chegar aos valores e a fórmula como a remuneração deles é calculada, o Facebook pesquisa as políticas de pagamento em empresas de tecnologia. As referências para 2012 são as práticas de companhias como o Google, Amazon, Apple e LinkedIn.
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