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Após encerrar atividade, usina Albertina negocia com sindicato
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DE RIBEIRÃO PRETO
Advogados da Companhia Albertina, usina de cana-de-açúcar de Sertãozinho (333 km de SP), se reuniram nesta terça-feira (7) com representantes dos sindicatos dos trabalhadores que foram demitidos ontem para discutir como será feito o pagamento desses funcionários.
O encontro aconteceu em Ribeirão Preto (313 km de SP), disse Mauro Bissi, tesoureiro do sindicato dos trabalhadores da indústria de alimentação de Sertãozinho.
Segundo ele, os advogados da usina informaram que os pagamentos serão feitos em dez dias e não deram detalhes sobre valores e data de liberação de FGTS, por exemplo. "Pedimos a liberação imediata do FGTS e do seguro-desemprego para não precisarmos brigar na Justiça por isso", disse.
A Companhia Albertina demitiu ontem (6) cerca de 600 funcionários que ainda estavam vinculados à empresa -- outros 600 já haviam sido desligados quando a safra se encerrou, em outubro. Os cortes representam o fechamento de 1.200 vagas no setor.
O encerramento das atividades da companhia ocorre após 90 anos de processamento de cana-de-açúcar. Em 2008 a empresa entrou em recuperação judicial devido aos efeitos da crise econômica.
Ontem, o grupo anunciou a homologação pela Justiça do acordo entre a usina e a multinacional francesa LDC-SEV Bioenergia (braço sucroalcooleiro da Louis-Dreyfus Commodities) para arrendar 8.000 hectares de canaviais em um contrato de R$ 180 milhões, com aporte inicial de R$ 20 milhões. Esta negociação ainda está sendo questionada na Justiça por uma minoria dos credores.
O cenário atual é reflexo da quebra da safra de cana-de-açúcar em 2011, que teve um impacto ainda mais negativo para a Albertina.
Processando 890 mil toneladas de cana --enquanto a capacidade da usina é de 1,5 milhão de toneladas -- a Companhia Albertina teve que buscar meios de se capitalizar para honrar os compromissos financeiros e começou a vender os ativos móveis (como caminhões, por exemplo). Depois, arrendou o canavial da região de Sertãozinho e manteve a atividade agrícola em Paranapanema --a cana desta área, plantada em terra de terceiros, é vendida para outras usinas.
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