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Vendas da Renner crescem 12,4%, mas lucro recua
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 21h43.
Puxadas por uma intensa inauguração de lojas, as vendas da Renner cresceram 12,4% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2010.
A companhia fechou o ano com 36 novas lojas, sendo 23 inauguradas nos últimos três meses, que elevaram em cerca de 19% as despesas com vendas.
O lucro líquido da varejista recuou 3,3% no período, para R$ 119 milhões. A companhia atribui a queda à maior despesa financeira provocada por uma emissão de debêntures e por tributação decorrente de mudança na política de dividendos.
A receita subiu 18% nos últimos três meses, para R$ 1,06 bilhão e houve avanço em margens.
Segundo o diretor de Relações com Investidores da Renner, Adalberto dos Santos, apesar da melhora no consumo no quarto trimestre, os preços de algodão e alta concentração de aberturas de lojas pressionaram os custos.
"A boa notícia é que apesar de todas essas variáveis, de certa forma contrárias, a nossa margem bruta cresceu. Foi um ano em que a companhia realmente se sobressaiu em ganhos operacionais"
O resultado dos serviços financeiros da empresa recuou de R$ 33 milhões no quarto trimestre de 2010, para R$ 20,5 milhões nos últimos três meses do ano passado, impactado por despesas iniciais dos cartões com bandeiras Visa e Mastercard.
Já são 540 mil desses cartões e a expectativa é atingir 1,2 milhão de unidades ao final do próximo ano.
2012
Santos prevê um cenário melhor para a companhia em 2012, impulsionado pelo aumento do salário mínimo, por perspectiva de menor taxas de juros e menor pressão dos custos com algodão.
A previsão é inaugurar o mesmo número de lojas do ano passado. Das 36 novas unidades, 30 serão da Renner e seis da Camicado.
Não há ainda programação de abertura de lojas com produtos exclusivamente femininos. O formato, que foi inaugurado em 2010 em Caixas do Sul (RS), recebeu mais uma unidade no fim do ano passado.
"Se surgir uma oportunidade para ter uma [loja] feminina, repetiremos a dose porque o resultado tem sido interessante", afirma Santos
Uma das prioridades para o ano será a área de vendas virtuais. O volume de negócios da operação, que começou no ano passado, já se encaixa entre as 30 primeiras lojas da companhia, segundo Santos.
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