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Revisão de acordo automotivo com México está em nível 'preliminar'
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MAELI PRADO
DE BRASÍLIA
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nesta quinta-feira que as discussões em torno da possível revisão do acordo automotivo do Brasil com o México, em discussão entre técnicos dos dois países no Itamaraty, ainda estão em nível preliminar.
"Os encontros estão ocorrendo em nível técnico. Por enquanto ainda estamos examinando essa questão. Ainda não há um resultado, e nem é esse o objetivo desse exercício no estágio em que se encontra agora", declarou o chanceler.
Anteontem, a Secretaria de Economia do México soltou uma nota informando que técnicos do país estavam vindo ao Brasil para saber a posição do governo brasileiro sobre o acordo. Afirmava, entretanto, que o governo não pretendia rever a parceria, assinada em 2002.
"Devido à importância bilateral do ACE 55, o governo mexicano não buscará renegociá-lo", dizia o texto.
As reuniões com os mexicanos começaram anteontem. A necessidade de revisão do acordo surgiu por causa do elevado déficit comercial brasileiro com o país em veículos, que ultrapassou US$ 1,5 bilhão em 2011.
Preocupado com informações de que o governo brasileiro poderia "denunciar" o acordo, linguagem técnica para rompimentos anunciados com até 14 meses de antecedência, o presidente mexicano, Felipe Calderón, telefonou para a presidente Dilma Rousseff, e ficou acertado que técnicos viriam ao país.
O Brasil quer resposta a uma demanda antiga: a inclusão no acordo de utilitários, ônibus e caminhões, produtos que ajudariam a equilibrar a balança comercial do setor.
Diversos modelos vendidos no Brasil são fabricados pelas montadoras no México, como Fusion e New Fiesta (Ford), Fiat 500 e Freemont (Fiat), Jetta (Volkswagen), Captiva (GM) e March, Sentra, Tiida e Versa (Nissan).
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