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21/03/2012 - 08h30

Vazamento de óleo renderá à Chevron 25 autuações da ANP

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DENISE LUNA
DO RIO

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) concluiu o relatório sobre o vazamento da Chevron em novembro e fará 25 autuações à empresa americana, informou o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc.

Em entrevista no dia 13, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, já havia adiantado que a punição à companhia seria dura e o relatório mostraria que o Brasil quer investimentos no setor, "mas não a qualquer preço".

Minc disse que enviou ofício ontem à diretora-geral da ANP, ao presidente do Ibama, Curt Trennepohl, e ao delegado da Polícia Federal Fábio Scliar em que sugere mudanças nas atividades de exploração de petróleo no Brasil.

Entre as medidas está o monitoramento sistemático das áreas de exploração de petróleo por satélites.

Ontem, a Chevron também concluiu relatório sobre o segundo afloramento e petróleo encontrado no início de março e entregou ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais). O teor do documento não foi divulgado.

OUTRO ÓLEO

Uma pessoa ligada à empresa afirmou que o relatório da Chevron informa que o petróleo encontrado neste mês não tem a mesma composição do petróleo do vazamento de novembro do ano passado.

Segundo ela, a empresa está cautelosa antes de divulgar a informação, para não criar expectativas que podem ser frustradas.

Mesmo o petróleo não sendo da mesma composição, a fissura de 800 metros encontrada no dia 14, a três quilômetros do acidente de novembro, está dentro da área da empresa.

Segundo essa pessoa, ainda será necessário investigar o motivo da abertura dessa fissura.

"Mas aumentaram as chances de ser um afloramento natural", avaliou.

Para conhecer melhor a área, a Chevron suspendeu a produção no país no último sábado.

O Ibama confirmou o recebimento do relatório e informou que será analisado em reunião hoje com a ANP e a Marinha, na "sala de situação" criada em novembro do ano passado para tratar do assunto.

Um acidente durante a perfuração de um poço no campo de Frade, na bacia de Campos, em novembro do ano passado, provocou o vazamento de 2.400 barris de petróleo no mar (318 mil litros). A nova mancha encontrada este mês totalizou apenas cinco litros de petróleo, segundo a Chevron.

VOOS

A Marinha fez ontem dois sobrevoos na região onde a empresa encontrou a nova mancha de óleo no início de março. Os voos foram feitos em um avião e um helicóptero da Chevron.
A Marinha não soube explicar por que não utilizou transporte próprio.

Em nota, a ANP informou que a mancha está diminuindo e que solicitou mais informações à Chevron sobre a área.

Os vestígios de óleo são percebidos apenas pelo reflexo do sol, "que dá aquele efeito de arco-íris", disse Minc, que teve acesso a dados sobre o voo da Marinha.

Editoria de Arte/Folhapress

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