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Trabalhadores mantêm greve em complexo petroquímico no Rio
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DENISE LUNA
DO RIO
Os cerca de 14 mil trabalhadores do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), uma das principais obras da Petrobras em andamento, decidiram em assembleia nesta quinta-feira manter a greve iniciada no dia 9 de abril.
Na próxima terça-feira (24), os trabalhadores voltam a se reunir em assembleia para discutir o movimento, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Gonçalo.
A categoria está em pleno dissídio salarial e informou que não vai retroceder do pedido de ajuste salarial da ordem de 12% e vale alimentação de R$ 300. As construtoras oferecem ajuste de 9% e vale refeição de R$ 280.
Esta é a quinta paralisação do Comperj nos últimos seis meses. A greve se estende também para outras obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), como as grandes hidrelétricas. Os empregados de Jirau e Santo Antônio, ambas no rio Madeira (RO), conseguiram ajustes de até 13%.
Segundo o secretário-geral do sindicato dos trabalhadores, Luiz Augusto Rodrigues, a categoria não vai aceitar menos do que 12% e também reivindica remuneração pelos 24 dias parados em greves anteriores, cujo pagamento poderá ser parcelado.
"Se não pagarem os dias parados não tem volta ao trabalho", afirmou o sindicalista.
De acordo com a assessoria do consórcio de construtoras responsáveis pela obra, a proposta patronal também não será modificada.
A assessoria esclareceu que a oferta de ajuste de 9% e vale refeição de R$ 280 continua, mas o consórcio vai tentar esclarecer aos trabalhadores, sem a participação do sindicato, que a escala de aumento vai de 9,59% a 14,96% e abrange dez categorias mais procuradas. Eles pretendem espalhar panfletos com as informações nos piquetes de greve.
Segundo as construtoras, a função de ajudante, a que reúne maior número de empregados no Comperj, cujo piso salarial é de R$ 833,80, teria ajuste de 12,99%, para R$ 942,19, explicou a assessoria.
"Funções que hoje estão difíceis de encontrar recebem aumento maior, não dá para dar 12% para todos, e 9% já é 60% maior que a inflação do período", explicou a porta-voz das construtoras.
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