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Petrobras regulariza manutenções para evitar queda de produção
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DENISE LUNA
DO RIO
Atualizado às 13h33.
Depois de ver a produção da sua mais antiga bacia declinar 15,7% este ano até setembro, a Petrobras decidiu regularizar as suas paradas programadas para manutenção, que agora acontecerão de três em três anos e terão duração de cerca de 15 dias.
"Não havia periodicidade determinada de manutenção e esse é o foco agora", disse a gerente-executiva de Engenharia de Produção da área de Exploração e Produção, Solange da Silva Guedes.
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O uso de "flotéis" (hotéis flutuantes de apoio às paradas) também serão mais frequentes para tentar reduzir o tempo da manutenção, segundo Guedes.
A ANP (Agência Nacional do Petróleo) notificou em setembro a Petrobras para que apresentasse um plano de desenvolvimento para 11 áreas da bacia de Campos que apresentavam acentuada queda de produção na bacia de Campos, entre eles Roncador, Marlim Sul e Caratinga.
Em 2013 serão feitas entre quatro e cinco paradas, sendo a maior delas a da plataforma P-54, em fevereiro, que hoje produz 100 mil barris diários no campo de Roncador, um dos maiores do país.
Outra parada significativa será da P-40, em abril, no campo de Marlim Sul, que produz hoje 63 mil barris diários.
A produção da bacia de Campos, descoberta em 1974, declinou de 1,847 milhões de barris por dia de petróleo no final de 2011 para 1,557 milhão de barris diários de petróleo em setembro deste ano.
A bacia é responsável por 84% da produção nacional e passa por um processo natural de declínio.
PROEF
Para recuperar a produção, a Petrobras lançou em julho o Proef (Programa de Aumento da Eficiência Operacional) para campos antigos da bacia de Campos, responsáveis por 24% da produção, e agora estendeu também para os campos mais novos, com cerca de 12 anos de produção o mais antigo.
O objetivo é prevenir uma possível queda de produção como aconteceu com os campos mais antigos. "É uma forma de afastar os riscos de redução da produção", disse Guedes.
Os campos novos estão na reunidos na UO-Rio (Unidade Operacional Rio de Janeiro) e são responsáveis por 47% da produção, enquanto os campos antigos são geridos pela UO-BC (Unidade Operacional da Bacia de Campos).
Segundo Solange, o Proef da UO-BC já melhorou a eficiência dos campos (quantidade da reserva recuperada), de 70% para 72%, sendo que cada ponto percentual corresponde ao aumento de produção de entre 9 e 10 mil barris por dia.
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