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02/01/2013 - 04h30

De olho no trem-bala, fábricas asiáticas formam 'corredor' no interior de SP

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MARÍLIA ROCHA
DE CAMPINAS

Atualizado às 10h32.

Empresas japonesas, sul-coreanas e chinesas têm ampliado a presença em São Paulo nos últimos cinco anos e já formam um "corredor" asiático no interior, em especial nos setores automotivo e de máquinas.

Empresário vê boa perspectiva para logística do interior de SP

Essas empresas chegaram a cidades como Americana e Santa Bárbara d'Oeste, que agora experimentam mudanças no ambiente de negócios.

Os grupos asiáticos que optaram pelo interior paulista associam as decisões de investimento à perspectiva de avanços na infraestrutura logística no país e na região.

Editoria de Arte/Folhapress

Reforçam a escolha os projetos de ampliação do aeroporto de Viracopos (Campinas) e de construção do trem-bala, que deve ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro até 2019.

"A região já tinha antecedentes, como a Samsung [em Campinas], e também há investimentos de outros países, mas houve notável aprofundamento da presença de asiáticos no interior", diz Margarida Kalemkarian, analista da Fundação Seade.

Segundo a Investe São Paulo, que acompanha anúncios de investimentos no Estado desde 2008, mais da metade dos R$ 15,3 bilhões em aportes nos últimos quatro anos foi de empresas asiáticas.

Ao menos 15 indústrias anunciaram R$ 7,9 bilhões (51% do total) para a região.

O número é maior se consideradas empresas fornecedoras que chegam para abastecer a produção das outras.

Em Piracicaba, por exemplo, a Hyundai trouxe nove fornecedoras sul-coreanas e mudou o panorama dos investimentos na cidade: os 11 aportes registrados neste ano são de origem asiática.

"A vinda de uma empresa asiática gera efeito cascata na atração de outras e continuamos a ser procurados por sul-coreanas", diz José Antonio de Godoy, secretário de Governo de Piracicaba.

CAPACITAÇÃO

Para Luiz Carlos Martins, secretário de Desenvolvimento Econômico de Americana, a região tem buscado capacitação para atrair mais investimentos. "Até 2007, era inimaginável sermos procurados por empresas asiáticas. Hoje, há muito mais clima de negócios", disse.

De acordo com Martins, a negociação com as asiáticas demanda acompanhamento próximo e mais tempo para fechar o investimento.

Americana recebeu as sulcoreanas Doosan (máquinas e equipamentos) e Dabo (metalurgia), em total de aportes superior a R$ 200 milhões.

As japonesas Denso e TRBR, do setor metalúrgico, iniciaram negociação em 2007 para se instalar em Santa Bárbara d'Oeste.

"O ambiente geral de negócios da região está melhor, mas esse crescimento de asiáticos é uma surpresa desta década", disse Rogério Bosco, secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade.

 

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