Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
10/02/2013 - 05h00

Impressão em 3D fica mais acessível no Brasil

Publicidade

 

MARIANNA ARAGÃO
DE SÃO PAULO

A chegada ao Brasil de impressoras que permitem construir, a preço mais baixo, objetos reais a partir de um arquivo digital começa a abrir novos caminhos para empreendedores e empresas.

Popularização de impressora 3D estimula novos negócios

No futuro, essas impressoras tridimensionais (3D) prometem transformar a indústria e o consumo em escala mundial.

Simon Plestenjak/Folhapress
Impressora 3D em uso no estúdio da brasileira Robtec, de Diadema, na Grande São Paulo
Impressora 3D em uso no estúdio da indústria brasileira Robtec, localizada em Diadema, na Grande São Paulo

No Brasil, os equipamentos, até então exclusividade de grandes indústrias para a criação de protótipos, já podem ser encontrados por R$ 3.500. Antes da queda de patentes que protegiam a tecnologia, custavam de R$ 60 mil a R$ 500 mil.

A impressão 3D permite reduzir custos no desenvolvimento de peças e produtos. Mais acessível, passa a beneficiar inventores e empresas de todos os portes.

"O preço das impressoras baixou a ponto de muitas empresas comprarem o equipamento sem análises de retorno sobre o investimento", diz Pete Basiliere, analista da consultoria Gartner.

Nas grandes indústrias, o benefício da "manufatura aditiva", nome técnico da tecnologia, está, principalmente, na aceleração do processo de inovação.

"É possível que um engenheiro finalize o desenho de um novo produto pela manhã e tenha um protótipo disponível à tarde", diz Basiliere.

REVOLUÇÃO

Especialistas afirmam que a popularização da fabricação sob demanda deve provocar, no longo prazo, uma revolução no sistema de produção industrial, por permitir uma "personalização em massa": obter, ao mesmo tempo, produtos únicos com a viabilidade da produção industrial em larga escala.

"Hoje, para fazer a produção de um item valer a pena, é preciso grandes volumes, além de maquinário e mão de obra especializada, o que exige investimento inicial alto", diz Eduardo Zancul, professor da engenharia de produção da Poli/USP.

De acordo com um estudo da empresa Terry Wohlers, especializada na área, cerca de 20% das impressões 3D criam produtos finais, prontos para o uso, e 80% são protótipos. Em 2020, a participação dos itens prontos para o uso nas impressões chegará a 50%, diz o estudo.

Se o modelo de "manufatura aditiva" decolar, analistas preveem impactos na geografia da indústria mundial e nas cadeias de distribuição e logística. Em vez de ser feito noutro país e importado, um produto poderá ser fabricado localmente.

A tendência seria capaz de promover o retorno da manufatura para os EUA e a Europa, diz Zancul.

"Esses mercados concentram consumidor com dinheiro e um grande número de projetistas e engenheiros."

 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Auto DVD Player Auto DVD Player Equipe seu carro a partir de 12x de R$ 20,18

Perfumes Perfumes Importados a partir de R$ 39

Câmera Digital | Tênis | Mais...

Voltar ao topo da página