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Redução em estímulo dos EUA sugere cautela do BC americano, dizem analistas

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A redução dos estímulos econômicos nos Estados Unidos, anunciada nesta quarta-feira (18), foi considerada "cautelosa" por analistas de mercado.

A autoridade monetária reduziu de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões o volume de recursos que injeta mensalmente na economia desde 2009 por meio da recompra de títulos. O novo valor passa a valer a partir de janeiro. A medida surpreendeu o mercado, que esperava o anúncio sobre o início da redução dos estímulos apenas no início de 2014.

BC dos EUA reduz injeção de recursos na economia de US$ 85 bi para US$ 75 bi por mês
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A redução de US$ 10 bilhões, segundo analistas, foi pequena e prudente. "Indicadores econômicos positivos deixaram o mercado mais receptivo à ideia de um corte ainda neste ano. Quem passou a considerar essa possibilidade, já pensava em algo em torno de US$ 10 bilhões", diz Pedro Galdi, analista-chefe da SLW Corretora.

Para Raphael Figueredo, analista da Clear Corretora, a definição do orçamento americano na semana passada sinalizou que o corte aconteceria, embora o mercado, em geral, não tenha interpretado dessa forma.

"Ele ficou um pouco mais apertado do que se esperava, indicando que a intenção foi tentar evitar um novo 'fechamento' do governo, como aconteceu em outubro, mas também indicando que haveria um estímulo menor à economia", avalia.

A redução, segundo Figueredo, não foi "drástica" e sinaliza que o Fed está acreditando que a economia pode voltar a andar com as próprias pernas no futuro.

"Os investidores têm que olhar pelo lado positivo. Se o Fed acha que a economia melhorou, é porque ela deu condições para isso. A medida do Fed também indicou que a retirada será gradual, o que ameniza o efeito negativo sobre as Bolsas globais e o câmbio", diz.

Com a diminuição do estímulo, cai o volume de recursos disponíveis para investimento fora dos EUA, como no Brasil, o que prejudica o mercado de ações e pressiona para cima a cotação do dólar sobre o real.

PROTEÇÃO

Em seu comunicado, o Fed não sinalizou como serão as próximas reduções de seu estímulo, numa forma de proteção, segundo analistas.

"Se ele mostrasse agora quando pretende fazer novas reduções e de quanto elas seriam, o mercado trabalharia com essas informações e cobraria para que elas fossem mantidas. Ou seja, o Fed ficaria em uma posição ruim se tivesse que descumprir sua promessa, caso o cenário econômico mude lá na frente", avalia Figueredo.

Para Galdi, um ponto positivo do comunicado foi que a autoridade se comprometeu em manter ajuda à economia mesmo quando a taxa de desemprego atingir 6,5%. Atualmente, o desemprego americano está em 7%, menor nível desde novembro de 2008, no auge da crise financeira, quando a taxa chegava a subir 0,5 ponto percentual de um mês para o outro.

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