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16/06/2010 - 18h49

Indústria do aço pede a ministros manutenção de alíquota de importação

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EDUARDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Atualizado às 19h50.

Para tentar evitar que a Camex (Câmara de Comércio Exterior) reduza amanhã a alíquota de importação do aço, fabricantes nacionais do produto apresentaram argumentos nesta quarta-feira aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miguel Jorge (Desenvolvimento).

"Fizemos uma reunião, mas esse tema nunca entrou na pauta da Camex e nós estamos examinando o setor. Foi uma conversa normal", disse Mantega no início da noite.

Segundo o presidente do IABR (Instituto Aço Brasil), Marco Polo de Mello Lopes, uma eventual redução das atuais alíquotas de importação, que variam de 12% a 14%, é desnecessária porque não há desabastecimento.

"Quando você reduz a tarifa, a leva para a lista de exceção [do Mercosul], ou seja, considera que há uma excepcionalidade. Mas não há anormalidade no mercado", afirmou Lopes.

Empresários dos setores automotivos e de eletrodomésticos têm pedido ao governo a redução da tarifa de importação devido à perspectiva de aumento do preço do aço nacional. Para Lopes, o pedido é injustificado.

"O aço pesa muito pouco no preço final desses produtos. Corresponde a apenas 6% do valor de um carro e 9% no preço de uma geladeira, por exemplo", acrescentou.

O representante do setor também reclamou para os ministros dos custos com energia elétrica e do gás natural. Além disso, segundo ele, o preço do minério de ferro aumentou 90% entre janeiro e maio deste ano.

 

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