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28/06/2010 - 15h20

Três empresários podem assumir o controle do "Le Monde"

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DA EFE, EM PARIS

Atualizado às 15h31.

O Conselho de Vigilância do grupo "Le Monde" teria deixado nesta segunda-feira o controle do jornal nas mãos do trio de empresários formado por Matthieu Pigasse, Pierre Bergé, e Xavier Niel. Em votação, teria sido decidido por 11 votos a favor e nove abstenções, segundo a emissora "France Info".

No entanto, o resultado da votação ainda não foi confirmado oficialmente pelo grupo, mas no site do vespertino (www.lemonde.fr) há uma notícia que informa que "o Le Monde disse que sim ao trio Pigasse-Niel-Bergé".

A proposta do banqueiro e proprietário da revista "Los Inrockuptibles", Matthieu Pigasse; o industrial e mecenas Pierre Bergé, e o fundador do operador de telefonia Free, Xavier Niel, era a única ainda vigente, depois que 90% dos redatores do vespertino teriam respaldado majoritariamente sua proposta.

O grupo France Telecom -- formado pelo semanário "Le Nouvel Observateur", e o grupo espanhol "Prisa" e já proprietário de 15% do "Le Monde" --, retirou hoje sua oferta de compra.

O grupo formado por "Orange", marca de France Telecom, "Nouvel Observateur" e "Prisa" tinha se comprometido a retirar a oferta caso não tivessem apoio da redação, o que ocorreu nesta manhã quando a Sociedade de Revisores rejeitou a primeira proposta feita pelo jornal pelo France Telecom.

As negociações com vistas à capitalização urgente que o Le Monde requer podem começar agora, uma vez recebido o sinal verde do Conselho de Vigilância.

A situação econômica do vespertino francês é crítica e sua dívida está avaliada entre 80 e 120 milhões de euros.

Em princípio, o trio Bergé-Niel-Pigasse deverá antecipar com rapidez 10 milhões de euros.

Entre os acionistas externos que votaram hoje no seio do conselho estão o ex-presidente da cadeia de pagamento Canal Pierre Lescure; o presidente do Crédit Mutuel, Etienne Pflimlin; o irmão do chefe de Estado francês Nicolas Sarkozy, Guillaume Sarkozy, e também o grupo Prisa.

Segundo o Le Monde informou no dia 22, a oferta ganhadora apresentava um total de 110 milhões de euros, 10 milhões a mais que a dos grupos de imprensa SFA PAR (Nouvel Observateur), Prisa e do operador France Télécom/Orange.

 

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