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Juro dos empréstimos ao consumidor é o menor desde 1994, diz BC
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EDUARDO CUCOLO
DE BRASÍLIA
A migração de clientes de linhas de crédito mais caras para financiamentos mais baratos reduziu a taxa de juros paga pelas pessoas físicas em junho para o menor patamar desde 1994.
Segundo dados do Banco Central, a taxa média recuou para 40,4% ao ano. No mesmo período do ano passado, estava em 45,6%.
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"Não dá para dizer que os bancos reduziram os juros. O que houve é uma migração para modalidades de crédito mais baratas", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.
A maior parte da queda se deve à redução do "spread" bancário, a parcela que embute risco, impostos e lucro dos bancos, que caiu 7,2 pontos percentuais no período.
A queda só não foi maior devido ao custo de captação de recursos dos bancos, que subiu por conta do aumento da taxa básica de juros.
Os juros para empresas ficaram praticamente estáveis nessa comparação e estão em 27,3% ao ano.
Dados parciais até o dia 15 de julho mostram que os juros e "spreads" para pessoas físicas ficaram estáveis. Para as empresas, os dois indicadores avançaram 0,4 ponto percentual.
DESACELERAÇÃO
O crédito às famílias mostra desaceleração no final do segundo trimestre em relação ao verificado há três meses e já cresce a taxas inferiores aos empréstimos para empresas.
O ritmo de aumento do crédito para pessoas físicas caiu praticamente pela metade no final do segundo trimestre em relação ao verificado no final de março e cresce agora a uma taxa mensal de 1%.
O aumento de recursos para empresas, que estava praticamente estagnada há três meses (+0,4%), disparou na mesma comparação e avança 2,8%.
Cheque especial, crédito pessoal, consignado e veículos tiveram queda nas novas concessões no último trimestre (-6,6%), enquanto o crédito para empresas avançou 1,5%, puxado pelos empréstimos para grandes empresas.
No geral, a taxa de crescimento se estabilizou em torno de 2% ao mês. O estoque de empréstimos chegou ao patamar de R$ 1,53 trilhão no final de junho (45,7% do PIB).
Dados parciais para o mês corrente mostram um aumento de 2,2% no crédito, sendo 1,8% para pessoa física e 2,4% para empresas.
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