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03/08/2010 - 08h29

Lucro do Itaú Unibanco atinge R$ 6,4 bilhões no 1º semestre, alta de 39,6%

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TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO

Atualizado às 16h15.

O Itaú Unibanco, maior banco privado brasileiro, encerrou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 6,4 bilhões, 39,6% maior que no mesmo período do ano passado. O resultado é o melhor do setor bancário no Brasil para os seis primeiros meses do ano --o recorde anterior era do próprio Itaú, em 2009, com R$ 4,6 bilhões.

O banco atribui a melhora nos ganhos à expansão do crédito e a uma necessidade menor de separar recursos para cobrir eventuais perdas com inadimplência.

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A carteira de crédito do Itaú Unibanco atingiu R$ 296,2 bilhões em junho, 11,4% mais do que no mesmo período de 2009. Os empréstimos com recursos livres --que não consideram os direcionados, crédito imobiliário e rural-- para pessoa física chegaram a R$ 107,2 bilhões, alta de 12,8% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

Com a melhora na economia, o banco conseguiu reduzir a inadimplência para 4,6% da carteira de crédito --em dezembro os pagamentos em atraso com mais de 90 dias eram de 5,6%. O índice é maior entre as pessoas físicas, de 6,4%, contra 3,2% das empresas.

O banco contratou 4.207 pessoas no primeiro semestre deste ano. A maior parte foi treinada para atender a micro, pequenas e médias empresas, um dos setores de maior crescimento do banco. Os financiamentos desse segmento cresceram 26,3% em relação a junho de 2009.

Os empréstimos para as empresas alcançaram R$ 160,6 bilhões entre abril e junho, elevação de 8,9% ante o mesmo período de 2009, com destaque para o crescimento de 26,3% no segmento de micro, pequenas e médias empresas (R$ 68,6 bilhões).

O financiamento imobiliário, com carteira de R$ 10,5 bilhões, foi o que registrou o maior aumento no período, de 47,7% frente ao segundo trimestre do ano passado.

O índice de Basileia --que mede a relação entre o capital de um banco e seu volume de empréstimos-- ficou em 15,7% ao final de junho. Os ativos consolidados do banco somaram R$ 651,6 bilhões em 30 de junho.

Considerando apenas o segundo trimestre, o lucro líquido contábil da instituição financeira ficou em R$ 3,165 bilhões, 23,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre, quando o resultado foi de R$ 3,234 bilhões, houve queda de 2,1%. O resultado recorrente --que exclui efeitos extraordinários-- foi de R$ 3,298 bilhões entre abril e junho.

Nesse segmento, os destaques foram o crescimento dos financiamentos em cartão de crédito, de 21,9% no período, para R$ 29,6 bilhões, e para a carteira de veículos, com alta de 11,2% (R$ 55,1 bilhões).

OUTROS BANCOS

Na semana passada, Bradesco e Santander anunciaram seus resultados no primeiro semestre, com ganhos puxados pelo crescimento das operações de crédito e pela necessidade menor de fazer provisões para cobrir perdas com inadimplência.

No caso do Itaú Unibanco, essas despesas caíram de R$ 4,25 bilhões para R$ 4,02 bilhões na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. Frente ao primero trimestre, porém, houve aumento de R$ 153 milhões, que, segundo o comunicado do banco, está relacionado à ampliação do saldo da carteira no período.

 

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