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Classe C deve aumentar em 10 milhões de pessoas até 2014, prevê governo
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MÁRIO SÉRGIO LIMA
THAIS BILENKY
DE BRASÍLIA
Atualizado às 14h26.
O governo federal estima que o processo de expansão da classe C continuará nos próximos anos. A fatia social, que hoje representa um contingente de 103 milhões de brasileiros, deve chegar a 113 milhões em 2014, segundo o relatório Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Fazenda.
O documento mostra ainda que as classes C e D já superam a B em poder de consumo, o que, segundo o governo, demonstra as condições macroeconômicas favoráveis para as camadas de menor renda, com destaque para o aumento do salário mínimo, o controle da inflação, a criação de empregos e programas de assistência social.
O Ministério da Fazenda projeta criação de 2,2 milhões de vagas formais até o fim do ano, além do maior salário mínimo real (descontada a influência da inflação) nos últimos 20 anos (com valores computados em dólares, para comparação). Segundo o relatório, o crescimento do mercado de trabalho e da massa salarial seguirão constantes.
CRÉDITO
O relatório mostra ainda que o volume de crédito total no país fechou o primeiro semestre com desembolso recorde, equivalente a 45,7% do PIB (Produto Interno Bruto).
O volume total de crédito ultrapassou R$ 1,5 trilhão no primeiro semestre, sendo que o crédito para a pessoa física liderou a expansão no período, com ganho de 16,6% no acumulado dos últimos 12 meses até junho.
A alta nas modalidades de crédito de menos risco, como o consignado e o financiamento imobiliário, além da redução dos juros médios cobrados, dos spreads (diferença entre a taxa de captação do banco e aquela que ele cobra do cliente) e da inadimplência, colaboraram para a expansão do crédito, afirma a Fazenda.
O crédito para a pessoa jurídica também apresenta uma retomada, o que pode ser explicado pela expansão do nível de atividade, estimulando as empresas a voltarem a promover investimentos.
JUROS
O relatório da Fazenda aponta que as taxas de juros (tanto a Selic como a taxa real, que considera o juro básico descontada a inflação nos 12 meses seguintes) atingiram o menor patamar histórico em 2009, mostrando que é possível manter a inflação sob controle com juros mais baixos. Contudo, aponta a tendência de alta verificada em 2010.
O relatório também mostra que o peso dos juros pagos pelo governo apresentaram queda em 2010 pelo sexto ano consecutivo. Para o final do ano, o governo projeta que os juros pagos devem representar 5,2% do PIB.
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