Publicidade
Publicidade
Dólar registra menor cotação em relação ao iene em 15 anos
Publicidade
DA FRANCE PRESSE, EM TÓQUIO
O dólar caiu nesta terça-feira a 84,14 ienes, o menor nível dos últimos 15 anos ante a moeda japonesa, em meio a um crescente temor a respeito da solidez da reativação econômica mundial e a falta de medidas concretas do governo japonês para conter sua moeda.
O dólar teve uma brusca queda em níveis jamais vistos desde 1995 depois das declarações do ministro japonês das Finanças, Yoshihiko Noda, nas quais assinalou que o governo não atuará a curto prazo para desvalorizar a moeda japonesa.
O euro também se debilitou frente à divisa japonesa, sendo cotado a 106,1 ienes, o que não acontecia há quase nove anos.
A força do iene afetou a Bolsa de Tóquio, cujo índice Nikkei cedeu nesta terça-feira 121,55 pontos (-1,33%) e fechou pela primeira vez desde maio de 2009 abaixo dos 9.000 pontos, a 8.995,14 unidades.
O iene não deixou de subir devido à pouca disposição do governo japonês para intervir no câmbio, algo que não faz desde 2004.
O ministro Noda reiterou nesta terça-feira que o governo "miraria os movimentos dos mercados com grande interesse e os seguiria muito cuidadosamente", sem querer fazer comentários sobre a possibilidad de uma intervenção.
"As declarações de Noda não fazem mais que jogar lenha na fogueira. As advertências verbais já não servem para nada e não seria surpreendente que o dólar cainha a 83 ienes a qualquer momento", analisou o especialista Daisuke Karakama, do Mizuho Corporate Bank.
"As pressões do mercado sobre as autoridades japonesas vão continuar até que se lance uma ação concreta", acrescentou.
Na mesma sintonia, Susumu Kato, de uma filial japonesa do Credit Agricole, assinalou que "o mercado pede agora que o governo e o Banco de Japão atuem de forma coordenada".
Estas declarações acontecem em meio a temores cada vez maiores sobre a saúde da economia japonesa, já que as exportações se veem prejudicadas pelo iene elevado que tira a competitividade em nível mundial das grandes companhias japonesas.
Durante a última grande alta do iene há 15 anos, as empresas japonesas tinham margem para se reestruturar e diminuir seus gastos, mas, nesta ocasião, se encontram contra a parede pelo ajuste efetuado durante a crise financeira e econômica mundial 2008-2009.
"Pessoalmente, não gosto da ideia de uma intervenção direta no mercado cambial, mas o governo deve agir para deter o nervosismo atual", declarou o presidente da Bolsa de Tóquio, Atsushi Saito.
Mas a compra maciça de dólares e a venda de ienes para inverter a tendência atual só terá um efeito fugaz e limitado, segundo os especialistas.
Enquanto os Estados Unidos e a Europa podem deixar que sua moeda se desvalorize, o Japão só pode intervir com muitas dificuldades de forma unilateral, de acordo com os especialistas.
MEDIDAS
Na última quinta-feira (19), o Banco Central do Japão anunciou que estuda adotar medidas monetárias adicionais para ajudar a economia japonesa a recuperar a vitalidade em um momento de valorização do iene e de deflação que prejudicam a recuperação do país e pressiona o governo a tomar medidas, informou o jornal econômico "Sankei Shimbun" nesta quinta-feira.
Segundo reportagem, o BC estudaria principalmente a prorrogação dos dispositivos de empréstimos a taxas preferenciais (0,1%).
Uma das ideias é ampliar a duração de três a seis meses e aumentar de 20 trilhões de ienes (US$ 234 bilhões) a 30 trilhões (US$ 352 bilhões) a verba disponível.
O banco executa há vários meses uma política monetária flexível, com uma taxa básica de juros a apenas 0,1% desde dezembro de 2008.
Obrigatória durante a fase de recessão internacional de 2008-2009, esta flexibilidade perdura desde então com o objetivo de evitar uma recaída da economia nipônica.
+ Notícias em Mercado
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- 'Eu Mexi no Seu Queijo' subverte a lógica da autoajuda
- Transforme seu pequeno negócio em uma 'micromultinacional'
- Empresas usam teorias ultrapassadas, diz autor; ouça
- Inglês e mais 7 línguas em lições de 15 min, com livro e CD. Desconto de 30%!
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Montadoras fazem feirão com descontos
- Manifestantes do Greenpeace encerram protesto no Maranhão
- Teles reagem a 'intervenção' do governo
- Veja os novos preços dos veículos após a redução do IPI
- Brasileiro cofundador do Facebook diz que não gosta de exibir sua privacidade
+ Comentadas
- Taxa de juros ao consumidor cai para 40,1% ao ano, diz BC
- Aviso prévio maior vale apenas para o empregado, diz governo
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV