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01/09/2010 - 20h40

Barril para capitalização da Petrobras custará US$ 8,51; operação será dia 30

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DE SÃO PAULO
DE BRASÍLIA

Atualizado às 21h11.

O governo informou nesta quarta-feira que será de US$ 8,51 (R$ 14,96) o preço médio do barril do petróleo que será usado no processo de capitalização da Petrobras. Assim, o aporte de capital do governo na empresa pode chegar a até US$ 42,533 bilhões. A data da capitalização ficou mantida para 30 de setembro --o aviso ao mercado com os detalhes da operação será lançado nesta sexta-feira.

O preço vai variar de acordo com o bloco de onde virão os barris cedidos pela União. O maior valor do barril será do poço de Franco, que será responsável por 3,058 bilhões do total de 4,999 bilhões de barris da cessão onerosa: US$ 9,04. O menor valor refere-se ao barril do poço de Iara: US$ 5,82.

Além de Franco e Iara, serão usados na cessão onerosa os poços de Florim, Tupi Nordeste, Tupi Sul e Guará East. O poço de Peroba ficará como reserva caso não seja atendido o total de 5 bilhões de barris.

A Petrobras vai promover uma capitalização --aporte de recursos de acionistas ou de investidores-- para pagar por até 5 bilhões de barris em reservas que a União lhe cederá e levantar dinheiro para novos investimentos.

O processo será restrito aos atuais acionistas. Assim, cada sócio poderá comprar ações dentro da participação que já tem; se sobrarem, os papéis vão a mercado. Os acionistas que não comprarem as ações permanecem com os papéis que já possuem, mas sua participação na empresa é diluída.

Como a empresa está em período de silêncio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não quis informar sobre a manutenção da fatia da União na capitalização e sobre o comportamento da adesão dos minoritários na oferta.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não iria ceder à pressão dos acionistas da Petrobras para estabelecer o preço do barril.

"Se a gente fica aqui achando que serão os acionistas que vão dizer o que a União vai pedir, você não precisava fazer negócio porque nós já sabemos que eles querem o preço mais barato possível", disse o presidente.

Lula afirmou que o petróleo pertence à União e é dela a responsabilidade por definir o preço "mais justo".

O presidente reforçou que não é dele a decisão sobre o calendário do processo de capitalização. De acordo com ele, esta tarefa cabe apenas à Petrobras, ao Ministério da Fazenda e à ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Editoria de Arte/Folhapress
 

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