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05/10/2010 - 07h57

ArcelorMittal diz que consolidação do setor de siderurgia está quase concluída

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DA REUTERS, EM TÓQUIO
DE SÃO PAULO

A consolidação da indústria siderúrgica está quase concluída, com exceção da China, afirmou o presidente do maior grupo siderúrgico no mundo, ArcelorMittal, diminuindo especulações sobre a retomada do movimento de fusões e aquisições no setor.

Apesar de um retorno da atividade de consolidação, o setor tem visto poucos grandes negócios desde a aquisição da Arcelor pela Mittal em 2006.

A fragmentada indústria de aço está em posição de desvantagem por negociações de preços com produtores de minério de ferro, enquanto as três maiores mineradoras --Vale, Rio Tinto e BHP Billiton-- dominam o mercado.

"Está quase concluído", disse Lakshmi Mittal à Reuters, nos bastidores de uma conferência do setor em Tóquio na segunda-feira, quando questionado se a indústria de aço deveria se consolidar mais para ganhar poder de preço em relação às mineradoras.

"Não há muito espaço sobrando para consolidar, com exceção da China", disse ele, acrescentando que não está interessado em comprar uma siderúrgica japonesa.

A sul-coreana Posco, terceira maior siderúrgica no mundo, afirmou considerar agressivas fusões e aquisições para crescer, mas o presidente da quarta maior representante do setor, a Nippon Steel, disse recentemente que a companhia não vê necessidade para um realinhamento da indústria.

DEMANDA

Ontem, a Associação Mundial de Aço (WSA, na sigla em inglês) informou que a demanda mundial por aço deve crescer 5,3% em 2011, para 1,34 bilhão de toneladas, depois de subir mais que o esperado este ano para acima de níveis vistos antes da crise econômica mundial.

A demanda em 2010 deve avançar 13,1%, para 1,27 bilhão de toneladas, acima da previsão anterior de expansão de 8,4%.

Apesar das melhoras previstas, a retirada de estímulos governamentais e taxas de câmbio voláteis prejudicam o cenário.

"A recuperação até agora tem sido motivada pelo ciclo de estoques e pacotes de estímulos dos governos, cujos efeitos estão diminuindo agora", afirmou a entidade.

"Uma alta no gasto do consumidor e das empresas e uma continuação do cenário de recuperação é algo que ainda precisa ser confirmado", acrescentou.

A demanda por aço da China em 2010 deve crescer 6,7%, para 579 milhões de toneladas depois de um salto de 24,8% em 2009, disse Paolo Rocca, presidente da WSA e também presidente-executivo do grupo Techint.

Já a demanda do país asiático por aço em 2011 deve ficar 42% acima do nível de 2007, sendo responsável por 45% da demanda mundial.

Apesar disso, a demanda no mundo desenvolvido no ano que vem é prevista como sendo 25% menor do que a verificada em 2007.

Enquanto isso, nas Américas do Sul e Central o consumo aparente de aço vai crescer 28,2% em 2010, apoiado em uma forte recuperação de 34,6% no Brasil. Em 2009, a região amargou tombo de 23,6%.

Já em 2011, o consumo aparente da região vai subir 9,1%, alcançando 47,6 milhões de toneladas, nível recorde e 14% acima do patamar registrado em 2007, segundo a WSA.

 

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