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10/11/2010 - 08h30

Inadimplência do consumidor cresce 17% em outubro, aponta Serasa

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DE SÃO PAULO

A inadimplência do consumidor teve aumento de 1,8% em outubro na comparação com setembro e de 16,9% no confronto com o mesmo mês no ano passado, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira.

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Já no acumulado dos dez primeiros meses do ano, ante igual período em 2009, houve alta de 3,3%. De acordo com os economistas da entidade, o elevado grau de endividamento e o crescente comprometimento da renda com os débitos, principalmente nas compras para o Dia das Crianças, contribuíram para essa elevação.

Os economistas da Serasa lembram ainda que, com o crescimento do emprego formal, uma parcela maior de brasileiros receberá 13º salário, o que deve levar muitas pessoas a regularizarem suas dívidas neste final de ano. Com isso, a inadimplência do consumidor tende a se estabilizar até o início de 2011.

Levantamento da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) mostrou que 57% dos consumidores pretendem utilizar o 13º salário para pagar dívidas. No ano passado, o índice era superior, de 64%.

Luciano Amarante/Folhapress
Movimento no comércio em São Paulo antes do Natal
Movimento no comércio em São Paulo para as compras de Natal

Pelo oitavo mês consecutivo, a inadimplência com empresas não bancárias --cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica e água-- registrou expansão, de 8,5% em outubro ante setembro.

Já as dívidas com bancos apresentaram queda (-1,2%), assim como títulos protestados (-4,6%) e cheques sem fundos (-3,8%).

Na avaliação da Serasa Experian, diante da falta de informações sobre o perfil das dívidas das famílias e da capacidade de pagamento, o Brasil corre sério risco de enfrentar um cenário de superendividamento.

Das seis linhas pesquisadas pela Anefac em setembro, dado mais recente, uma teve a taxa de juros elevada e três apresentaram redução. Na média, passou de 6,75% ao mês em agosto para 6,74%, o menor patamar na série histórica, iniciada em janeiro de 1995.

 

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