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Renault vai contratar até 1.000 funcionários para 3º turno de fábrica no Paraná
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CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO
Atualizado às 19h40.
A partir do segundo semestre de 2011, a Renault deve contratar entre 500 e 1.000 funcionários na fábrica de São José dos Pinhais (PR) para trabalhar em um terceiro turno. A montadora emprega hoje 5.000 funcionários.
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A decisão deve ser confirmada até março e será tomada em função do crescimento do mercado, estimado para 8% neste ano.
"Podemos implementar um terceiro turno para atender a expansão do mercado,. Todos os dias 13 mil brasileiros saem para comprar um veículos novo em sua cidade. Queremos aumentar nossa participação nesse mercado", disse Jean-Michel Jalinier, presidente da Renault no Brasil, durante o lançamento do Fluence, novo sedã médio importado da Argentina. O preço do carro varia de R$ 59,9 mil a R$ 75,9 mil, ele substituirá o Mégane no Brasil.
Hoje a montadora francesa tem 4,8% de participação do mercado e prevê encerrar o ano com 150 mil veículos emplacados e mais de 170 mil unidades produzidas (carros de passeio e utilitários). No ano passado, sua participação ficou em 3,9%.
O plano é aumentar as vendas em 20% no próximo ano, quando deve abrir 25 novos pontos de vendas no país, principalmente na região Sul. Hoje são 180 no país.
"O Brasil é nosso terceiro mercado, atrás somente da França e Alemanha", disse.
Com dois turnos, a montadora tem capacidade de produzir hoje 180 mil veículos por ano. Se aumentar em um turno a fábrica do Paraná, a sua capacidade passará para 250 mil por ano.
Parte dos investimentos necessários para sustentar o crescimento no Brasil foram anunciados no ano passado, quando a Renault informou que investirá R$ 1 bilhão até 2013 no país.
No segundo semestre de 2011, a Renault deve começar a produzir no país o Duster, concorrente no segmento da Ford EcoSport, que será fabricado em São José dos Pinhais. "Fora do Brasil o Duster é fabricado para o mercado de entrada [do segmento de utilitários]. Posso dizer que aqui ele terá desenho concebido por nosso centro de design de São Paulo concebido por nossa engenharia para os brasileiros", disse Jalinier.
Neste ano, a montadora prevê ainda aumento das exportações da ordem de 67% --foram 30 mil veículos vendidos em 2009 e a previsão é fechar o ano com 50 mil unidades exportadas. As importações também devem crescer cerca de 35% --de 30 mil devem passar para 40 mil.
GOVERNO DILMA
Para o presidente da Renault, os três principais desafios do novo governo são enfrentar a elevada carga tributária no país, os gargalos da infraestrutura e a falta de mão de obra, como a de engenheiros.
"O Brasil forma 40 mil engenheiros por ano e são necessários mais de 50 mil. A formação é um desafio grande para o futuro. Estamos fazendo uma parceria com a federação das indústrias do Paraná para formar técnicos para trabalhar nas empresas da região. É uma forma de enfrentar o problema da falta de mão de obra qualificada", disse Jalinier.
Segundo o executivo, o potencial de crescimento do Brasil é muito maior do que o atual, mas a limitação ocorre por conta principalmente por conta desses três fatores. "Os custos de produção no Brasil impedem o crescimento mais expressivo."
Ele disse ainda que espera do próximo governo continuidade nas ações do governo Lula. "De um lado é bom porque o Brasil está crescendo. De outro lado, esperamos mudanças na carga tributária e prioridade na educação. E de maneira geral um plano para acompanhar crescimento do país."
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