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12/12/2010 - 11h30

Fusion Hybrid leva 16 anos para se pagar

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RICARDO RIBEIRO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Após a posse, Dilma Rousseff terá à disposição um Ford Fusion Hybrid, entregue à Presidência pela Ford no Salão de São Paulo, realizado em outubro passado.

A Folha testou o modelo, o primeiro híbrido completo à venda no Brasil. Sob o capô, o motor elétrico consegue empurrar o carro em baixa carga e ainda ajuda o propulsor 2.5 a combustão a entregar 193 cv -o Mercedes S400 Hybrid, que chegou dizendo ser o primeiro híbrido, tem um sistema parcial (o motor elétrico não move o carro).

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Já o motor a gasolina também é usado para recarregar a bateria de níquel-metal, que ativa o elétrico e reaproveita energia da frenagem.

No teste Folha-Mauá, o Fusion rodou 18,6 km/l na estrada -2,7 km a mais que o Volkswagen Gol G5 com motor 1.0, testado em 2008.

Na cidade, manteve a marca. Mérito também do sistema que desliga o motor a combustão quando o carro está parado no trânsito.

O sedã também não faria feio com Marina Silva. Emite baixas 53,9 g de CO2 por km -48% menor que a emissão da versão "normal".

O problema é que o Fusion Hybrid chega do México por R$ 133,9 mil -R$ 52 mil mais caro que a versão 2.5.

Considerando que o motorista roda cerca de 15 mil km por ano, seria preciso 16 anos para recuperar a diferença que o híbrido leva com a economia de gasolina -sem falar que, após oito anos, a garantia da bateria acaba.

João Brito/Folhapress
O novo Ford Fusion Hibrid, com dois motores, sendo um deles elétrico
O novo Ford Fusion Hibrid, com dois motores, sendo um deles elétrico

A Ford admite que "o preço não é o ideal". E talvez tenha cedido o carro à Presidência para que Dilma atenda às montadoras que pedem subsídios do governo para os carros híbridos e elétricos, como nos EUA, no Japão e na Europa. Lula adiou a discussão em defesa do "flex".

Mas a Ford já avisa: o Fusion Hybrid será "flex". "É fácil adaptar o sistema", diz Klaus Mello, gerente de engenharia. Enquanto isso, o carro vive de fachada no Brasil.

 

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