Publicidade

 

Publicidade

 
 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
17/03/2011 - 11h33

Confronto na usina de Jirau destrói alojamentos e escritórios

Publicidade

 

RODRIGO VARGAS
ENVIADO ESPECIAL A PORTO VELHO (RO)

Atualizado às 13h17.

Trabalhadores da usina de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, estão deixando o canteiro de obras da hidrelétrica na manhã desta quinta-feira dizendo que um novo confronto incendiou os alojamentos e escritórios que ainda não haviam sido destruídos. Eles carregam malas e mochilas e dizem que não há mais nenhum alojamento ou escritório em pé.

Usina de Jirau tem histórico de polêmicas

Ontem, 45 ônibus que fazem o transporte dos trabalhadores no local e 35 alojamentos foram queimados ou destruídos em uma briga entre trabalhadores no canteiro de obras. Outras 30 instalações da usina foram danificadas, segundo a Secretaria da Segurança de Rondônia.

Alisson Carlos/Rondonia
Foto de incêndios ocorrido no final da tarde de terça-feira na usina de Jirau; pelo menos 45 veículos foram incendiados
Foto de incêndio ocorrido no final da tarde de terça-feira na usina de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia

Os trabalhadores que deixam a obra estão bloqueando a rodovia BR-364 em frente ao acesso ao canteiro de obras com paus e pedras. Um colchão foi incendiado no local. Eles reclamam das condições de trabalho, que há trabalhadores morrendo de malária e que reivindicavam aumento de salário. Agora, eles reivindicam também transporte para chegar a Porto Velho, a cerca de 150 km da usina.

Ao todo, cerca de 20 mil pessoas trabalham na construção da usina. A reportagem da Folha, que está no acesso ao canteiro (localizado a cerca de 8 km da usina), não foi autorizada a entrar no local. Mas uma grossa coluna de fumaça pode ser vista saindo da área onde está a obra. A usina de Jirau, incluída no PAC, é a maior obra em andamento no país.

Editoria de Arte/Folhapress

A Secretaria da Segurança do Estado confirmou que houve novo incêndio hoje, mas não tem informação sobre o número de alojamentos queimados. A Polícia Militar está enviando reforço de tropas para tentar controlar a situação no local.

CAMARGO CORRÊA

A empreiteira Camargo Corrêa, responsável pela construção de Jirau e que tem participação de 9,9% no consórcio responsável pela usina, afirmou que as obras foram paralisadas hoje por causa dos confrontos. Não há previsão de quando elas serão retomadas.

Segundo a empreiteira, os confrontos registrados hoje foram provocados por um grupo de homens encapuzados que invadiu o canteiro e vandalizou veículos e alojamentos. Eles não foram identificados.

A Camargo Corrêa também afirmou que 10 mil trabalhadores deixaram o canteiro em direção a Porto Velho.

Ontem, o consórcio ESBR (Energia Sustentável do Brasil), responsável pela obra, disse que a manifestação havia sido um ato isolado de vandalismo e que mão foram entregues reivindicações pelos trabalhadores revoltosos.

Até a tarde de ontem, 31 pessoas haviam sido presas. Não houve feridos.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade