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Bebidas vão ficar mais caras, afirma setor
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MÁRIO SÉRGIO LIMA
DE BRASÍLIA
Atualizado às 15h40.
Cervejas, refrigerantes e água mineral vão ficar mais caros. Representantes do setor, reunidos nesta quinta-feira no Ministério da Fazenda, tiveram rejeitada uma proposta apresentada ao governo de manutenção dos impostos e admitiram, na saída do encontro, que irão repassar ao consumidor em forma de alta de preços. O aumento deve superar 10%.
Coluna da Mônica Bergamo de hoje já informava que o resultado da reunião poderia ser um aumento de preço para o consumidor (a íntegra está disponível para assinantes do UOL e do jornal).
De acordo com o vice-presidente da AmBev, Milton Seligman, também vice-presidente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) e da Abir (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas), o governo irá reajustar os preços de referência do setor, sobre os quais se aplicam as alíquotas de imposto.
"Bebidas terão os preços ajustados de acordo com a inflação. Os dados da tabela não são conhecidos e o repasse, que é natural não é claro até esse momento", afirmou Seligman.
Os reajustes já devem ser feitos nos próximos 60 dias. Como não há reajuste dos preços de referência desde janeiro de 2009, o aumento será equivalente à inflação acumulada nesse período.
"Nossa reivindicação e a nossa proposta, que já é pública, posta à disposição do governo, é a manutenção dos valores de impostos e, com essa manutenção, o setor se comprometia em investir R$ 7,7 bilhões e a criar 60 mil novos empregos, aumentando a arrecadação em mais de R$ 1 bilhão em relação à base atual de arrecadação federal, só neste ano", afirmou Seligman, sobre a proposta que não foi aceita.
Ele disse ainda que não é possível no momento determinar se haverá impacto nos planos de investimento do setor e na geração de empregos.
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