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Inflação afeta nível de inadimplência, que sobe pelo 12º mês
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 11h12.
A inadimplência do consumidor registrou em abril acréscimo de 17,3% na comparação com o mesmo mês no ano passado, apresentando a 12ª elevação anual consecutiva, segundo o indicador da Serasa Experian divulgado nesta quarta-feira.
Já no confronto com março, houve alta de 1,5%. Na decomposição do indicador mensal, as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água), com alta de 4,1%, e as bancárias (3,7%), foram as responsáveis pelo crescimento.
De acordo com os economistas da entidade, esse aumento se deve à crescente evolução da inflação, que reduz o poder de compra do consumidor, e ao maior endividamento.
No acumulado do ano, ante o primeiro quadrimestre de 2010, também houve acréscimo (20,3%), apesar da desaceleração na série histórica.
INFLAÇÃO
Em março, a inflação acumulada em 12 meses, medida pelo IPCA, chegou a 6,30%, maior alta desde novembro de 2008. No mês seguinte, bateu 6,51%, superando a meta para este ano (4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais).
Em março, o IPCA havia subido 0,79%, a maior variação para o período desde 2003, como reflexo da pressão exercida pelos preços dos combustíveis, dos alimentos, bem como da alta generalizada das tarifas de transporte público.
Alguns economistas comemoraram o fato de que esse índice desacelerou em abril --quando bateu 0,77%-- apostando num arrefecimento da alta dos preços. Outro índice reforçou as expectativas de desaceleração: o IGP-DI variou 0,50% em abril, ante 0,61%, em março.
O IBGE também divulgou a desaceleração do IPP (Índice de Preços ao Produtor), cuja variação passou de 0,60% em fevereiro para 0,39% em março. Mas há obstáculos a frente: no segundo semestre há uma série de dissídios salariais, e o governo já articula com os sindicatos para que os reajustes não sejam de tal monta que voltem a puxar a inflação.
E o governo deve usar a BR Distribuidora na tentativa de reduzir os preços dos combustíveis entre 7% e 10% para os consumidores. Sozinha, a gasolina respondeu por quase um terço da alta de 0,77% medida em abril.
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