Publicidade
Publicidade
Aviso prévio maior é certo, mas decisão é do Congresso, diz TST
Publicidade
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA
O Supremo Tribunal Federal está "absolutamente" correto em tornar o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, mas seus ministros não devem "usurpar" o papel do Congresso em legislar.
Essa é a opinião de João Oreste Dalazen, presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), corte que decide sobre reclamações em relação a questões trabalhistas.
Aviso prévio será proporcional ao tempo de serviço, diz STF
Para centrais, aviso prévio longo reduz demissão sem motivo
Decisão do STF sobre aviso prévio é equívoco, diz Fecomercio
"É uma providência inarredável do STF, em face da omissão do Congresso. Se existe lei em nosso país, é preciso dar cumprimento."
Na última quarta-feira, oito ministros do STF decidiram que o tribunal irá regulamentar, temporariamente, o artigo 7º da Constituição. Ele prevê o "aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo mínimo de 30 dias".
Segundo Dalazen, o que se discute agora é "o alcance dessa decisão" do STF.
"Vai beneficiar tão somente os impetrantes [da ação] ou o Supremo vai editar uma norma aplicável a todos os demais casos? A meu juízo, [...] vai dizer qual é o aviso prévio proporcional no caso concreto. Há um princípio de separação de Poderes e, no meu entender, o Supremo não pode editar uma norma com conteúdo de generalidade, de coerção, como se fosse legislador."
ALCANCE SOCIAL
Para Dalazen, a decisão "traz algum custo para as empresas", mas seu "alcance social" a justifica. "É uma questão de razoabilidade. Com um empregado que tenha 30 anos de casa, é razoável que ele tenha cinco ou seis meses de aviso prévio. Não se pode tratar da mesma forma empregados com tempos de serviços distintos."
Ele lembrou que, "a não ser que seja indenizado pelo aviso prévio", o empregado continua trabalhando durante o período, de modo que "a empresa não sofre".
Já associações patronais, como a CNI, criticaram a decisão do STF. "Estamos preocupados pois [a proporcionalidade] pode gerar expressivo impacto econômico para quem gera empregos formais e sinaliza para a insegurança no ambiente de negócios", afirmou Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
![]() |
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- 'Eu Mexi no Seu Queijo' subverte a lógica da autoajuda
- Transforme seu pequeno negócio em uma 'micromultinacional'
- Empresas usam teorias ultrapassadas, diz autor; ouça
- Inglês e mais 7 línguas em lições de 15 min, com livro e CD. Desconto de 30%!
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Aviso prévio maior vale apenas para o empregado, diz governo
- Tele é acusada de criar 'mercado paralelo' de torpedos
- Dólar fecha abaixo de R$ 2 pela primeira vez em 2 semanas; Bovespa sobe
- Comércio oferece gasolina mais barata em protesto contra impostos
- Veja os novos preços dos veículos após a redução do IPI
+ Comentadas
- Taxa de juros ao consumidor cai para 40,1% ao ano, diz BC
- Aviso prévio maior vale apenas para o empregado, diz governo
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.









Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV