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06/07/2011 - 07h30

Locadora americana Netflix já cadastra usuários no Brasil

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CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO

A locadora americana Netflix confirmou ontem a expansão dos serviços de transmissão de vídeos on-line (streaming) para todos os países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil.

Em um comunicado, a empresa afirmou que oferecerá ainda neste ano programas de TV e filmes mediante assinatura mensal, como nos Estados Unidos e no Canadá.

A expectativa é que os primeiros serviços, ainda sem data ou preço previstos, cheguem ao México e ao Brasil antes dos demais países.

O site de cadastro de assinatura em português já está disponível para os brasileiros, que poderão ser avisados da data de lançamento.

Conforme a Folha antecipou em março, as sondagens no mercado brasileiro acontecem desde o início do ano e diversos executivos já estiveram no país para prospectar oportunidades.

Fabricantes brasileiros de eletrônicos foram procurados para negociar a inclusão de aplicativos para filmes on-line em seus aparelhos. Os filmes da Netflix podem ser assistidos em TVs, computadores e dispositivos móveis.

Em maio, rumores de mercado apontaram também para negociações da Netflix na região com as principais emissoras e produtoras de novelas, como a TV Globo. A emissora, na ocasião, negou qualquer aproximação.

PARCERIA

Segundo a Folha apurou, a entrada no país nos próximos meses pode acontecer também via um acordo operacional com a brasileira Netmovies. Hoje principal locadora on-line do país, a empresa atua tanto na distribuição física de DVDs quanto na transmissão via internet.

Hoje a empresa é controlada pelo fundo americano Tiger Global, e fontes próximas não descartam uma aquisição. Procurada, a Netmovies negou as negociações.

Com 20 milhões de assinantes e faturamento acima de US$ 2 bilhões, a Netflix já faz transmissão de vídeo pela internet desde 2007 nos EUA e iniciou o serviço para o Canadá no ano passado.

Os analistas de mercado apostavam na expansão de operações na Europa, mas o potencial da banda larga na América Latina animou os executivos da locadora.

O mercado potencial para a Netflix na região, segundo o banco de investimento Barclays Capital, é de 42,7 milhões de conexões em banda larga para o ano que vem. Brasil, México e Argentina representam 75% do volume.

O anúncio da expansão latina fez as ações da Netflix atingirem o maior valor histórico desde a abertura de capital em 2002. Os papéis chegaram a US$ 292, numa capitalização de US$ 15,2 bilhões (R$ 23,8 bilhões).

 

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