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Budweiser se arma para disputar mercado de cerveja premium
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MARIANA BARBOSA
DE SÃO PAULO
Quarta marca de cerveja mais vendida no mundo, a Budweiser chega aos pontos de venda do país dentro de duas semanas para brigar pelo mercado premium.
O segmento representa menos de 5% do consumo total de cerveja, mas é o que mais cresce e oferece margens maiores para a indústria. Globalmente, o setor premium representa 13%.
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Tida nos EUA como uma cerveja das massas, a Budweiser chega aqui com foco no público jovem AB, descolado e viajado, disposto a pagar mais por uma marca internacional.
Vai disputar espaço com a Heineken, presente no Brasil desde o ano passado e também focada no jovem AB.
Para marcar o lançamento, a fabricante Ambev fechou o patrocínio de shows de 20 grandes nomes do pop e do rock internacional, como Red Hot Chilli Pepers, Eric Clapton, Pearl Jam, Britney Spears, Rihanna, entre outros.
A marca também fechou parceria com o Credicard Hall e com o Citibank Hall, assegurando a exclusividade da venda da cerveja.
E estará na etapa carioca do Ultimate Fighting Championship (UFC), hoje o campeonato de luta mais badalado. O lutador Anderson Silva é a estrela da página da Budweiser Brasil no Facebook.
"Um milhão de pessoas terão contato com a marca nessas ações", diz Stella Brant, diretora de marketing de bebidas premium da Ambev.
Para reforçar o lado global, o mote da cerveja permanecerá em inglês: "Great times are coming" (grandes momentos estão chegando). "Estamos atrás da classe AB, que fala mais inglês do que o resto da população", diz Stella.
Para o consultor especializado em cervejas Adalberto Viviani, o segmento premium sempre esteve focado em consumidores mais velhos.
"A chegada da Budweiser pode ajudar a desenvolver e impulsionar o mercado premium", diz ele.
A Bohemia lidera o segmento, com uma participação estimada em 1,5%. A Heineken, que também mira o público mais jovem (é patrocinadora do Rock 'n Rio e do SWU), tem algo como 0,4%.
PRODUÇÃO
O processo de produção da Budweiser usa lascas de beechwood [madeira de faia] na fermentação. "Isso torna o líquido especial, amargo no início e suave no final", diz a diretora da Ambev.
Também eleva o tempo de produção para o dobro de uma cerveja comum. O preço acompanha: de 15% a 30% mais do que o das cervejas populares.
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