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23/08/2011 - 08h00

Plano de saúde cresce mais que hospital

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DO RIO

Atualizado às 09h31.

Entre março de 2010 e março deste ano, mais 4 milhões de brasileiros passaram a ter plano de saúde. Olhando a série histórica da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), iniciada em 2000, foi um crescimento recorde, de 9%, numa área que já estava em expansão, informa reportagem de Antônio Gois.

"Vida saudável" pode garantir desconto em planos de saúde

A bonança levanta dúvidas se o setor está preparado para absorver esse crescimento chinês, como definiu o diretor-presidente da ANS, Maurício Ceschin. Analisando a expansão de leitos e o número de reclamações em órgãos de defesa do consumidor, há razões para se preocupar.

A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

No caso dos leitos, a variação de março de 2010 a março de 2011 em todo o setor particular que não atende ao SUS foi de só 3%. No Procon-SP, de 2009 a 2010, queixas contra planos subiram 30%.

Rafael Andrade/Folhapress
O casal Thiago e Thatiane, com o filho Arthur, reclama de atendimento lento em hospital particular no Rio
O casal Thiago e Thatiane, com o filho Arthur, reclama de atendimento lento em hospital particular no Rio

Apesar disso, há sinais de que o setor está respondendo com investimentos. Operadoras como Amil, Unimed-Rio ou Intermédica anunciaram recentemente expansão da rede própria.

Movimento semelhante foi feito por grandes hospitais privados paulistas -casos de Samaritano, Einstein, Sírio-Libanês e Oswaldo Cruz- e da rede D'or, do Rio.

DEMORA

Na quarta-feira passada, uma dor na perna levou Thiago Pacífico da Silva, 27, à emergência do hospital privado Joari, em Campo Grande, na zona oeste do Rio.

Seu filho de um ano precisava retirar pontos da boca e foi levado pela mulher no mesmo dia para o mesmo hospital. "Demorei quatro horas para ser atendido." Sua mulher e o filho, depois de três horas de espera em vão, foram para casa.

Apesar das queixas, Thiago diz que ter um plano ainda vale a pena. "Em hospital público, você entra com uma doença e sai com três." Selma do Amaral, diretora de atendimento do Procon-SP, relata ter percebido, nos últimos anos, um aumento de queixas referentes à demora no atendimento ou marcação de exames e consultas. O mesmo ocorreu no Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

Editoria de Arte / Folhapress

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