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14/09/2011 - 14h19

Internauta de emergentes se dispõe mais a pagar por conteúdo

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CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO

Internautas de países emergentes, principalmente dos BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), são mais dispostos a pagar por conteúdo on-line do que consumidores de países desenvolvidos.

Uma pesquisa da consultoria KPMG com 1.844 habitantes dos países do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, França, Itália e Reino Unido) e com 1.230 pessoas de Brasil, Rússia, Índia e China mostra as diferenças, principalmente quando se fala do consumo de vídeos, músicas e jogos, sejam na internet ou em terminais móveis.

Segundo o levantamento, 57% dos moradores dos habitantes dos países emergentes são dispostos a pagar pelo conteúdo, ante a 22% das nações do G7.

"O percentual pode ser explicado pelo fato de muitos dos BRIC não apresentarem outra forma de acesso a esses vídeos ou músicas. Isso faz com que parte dos usuários seja motivado a comprá-los, por exemplo, no celular", diz Manuel Fernandes, consultor da KPMG.

Ao mesmo tempo, o levantamento mostra que os consumidores dos países emergentes são mais propensos a receber e visualizar publicidade como moeda de troca pelo consumo de conteúdo grátis.

Nos BRIC, o percentual de aceitação para anúncios na internet é de 61%, ante 49% nos países do G7. Já nos celulares, a proporção é de 50% e 30%, respectivamente.

Para Fernandes, no entanto, à medida que os serviços de conteúdo amadurecem nos países em desenvolvimento --como acesso a músicas pelo iTunes, por exemplo-- a diferença entre os dois grupos tende a ser reduzida.

 

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