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14/09/2011 - 15h21

Correios retiram proposta e só irão negociar após fim da greve

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RENATO MACHADO
DE BRASÍLIA
TATIANA RESENDE
DE SÃO PAULO

Os Correios informaram nesta quarta-feira que retiraram a proposta de reajuste para os funcionários. A empresa só irá voltar a negociar após o fim da greve da categoria, que teve início hoje.

Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de R$ 400 a partir de janeiro para todos, independentemente do salário, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994.

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Greve interrompe entrega de correspondências na Grande SP
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De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a proposta salarial apresentada pelo governo federal inclui reajuste de 6,87% para repor a inflação do período, ganho real de R$ 50 linear a partir de janeiro e abono de R$ 800.

ADESÃO

A empresa admite que houve paralisação de 32% dos servidores, e que os serviços de Sedex, Sedex 10 e Disque-Coleta foram afetados pela greve.

Segundo Saul Gomes da Cruz, um dos integrantes do comando de negociação da Fentect, a adesão já chega a 82% no setor de operações. Considerando todo o quadro, inclusive o administrativo, chegaria a 70% dos 110 mil funcionários.

Ele lembra que as negociações foram iniciadas em julho e que, em outras paralisações, já houve ameaças como a de hoje. "A greve é legal e vamos mantê-la", disse.

O sindicalista afirma que as correspondências postadas em agências franqueadas, que continuam funcionando, "não vão chegar ao destino". Ninguém vai coletar", diz. Apenas serviços essenciais como entrega de remédios e de telegrama de concursos, completa, foram mantidos.

Lula Marques/Folhapress
Funcionários do Correios na sede da empresa, em Brasília; categoria iniciou greve nesta quarta-feira (14)
Funcionários do Correios na sede da empresa, em Brasília; categoria iniciou greve nesta quarta-feira (14)

A greve interrompeu a entrega de correspondências na Grande São Paulo.

Segundo a direção do sindicato paulistano, 97% dos funcionários operacionais (carteiros e separadores postais) estão parados.

Nas agências, o atendimento está sendo feito com 30% dos empregados, mas não há garantia de entrega das correspondências.

Os Correios da Grande São Paulo têm 20 mil funcionários, segundo a direção do sindicato.

Com VENCESLAU BORLINA FILHO, de São Paulo

 

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