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Correios retiram proposta e só irão negociar após fim da greve
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RENATO MACHADO
DE BRASÍLIA
TATIANA RESENDE
DE SÃO PAULO
Os Correios informaram nesta quarta-feira que retiraram a proposta de reajuste para os funcionários. A empresa só irá voltar a negociar após o fim da greve da categoria, que teve início hoje.
Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de R$ 400 a partir de janeiro para todos, independentemente do salário, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994.
Veja galeria de fotos da greve dos Correios
Greve interrompe entrega de correspondências na Grande SP
Consumidor deve ficar atento com pagamentos durante greve dos Correios
Em vez de faturas de papel, use o débito direto autorizado
De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a proposta salarial apresentada pelo governo federal inclui reajuste de 6,87% para repor a inflação do período, ganho real de R$ 50 linear a partir de janeiro e abono de R$ 800.
ADESÃO
A empresa admite que houve paralisação de 32% dos servidores, e que os serviços de Sedex, Sedex 10 e Disque-Coleta foram afetados pela greve.
Segundo Saul Gomes da Cruz, um dos integrantes do comando de negociação da Fentect, a adesão já chega a 82% no setor de operações. Considerando todo o quadro, inclusive o administrativo, chegaria a 70% dos 110 mil funcionários.
Ele lembra que as negociações foram iniciadas em julho e que, em outras paralisações, já houve ameaças como a de hoje. "A greve é legal e vamos mantê-la", disse.
O sindicalista afirma que as correspondências postadas em agências franqueadas, que continuam funcionando, "não vão chegar ao destino". Ninguém vai coletar", diz. Apenas serviços essenciais como entrega de remédios e de telegrama de concursos, completa, foram mantidos.
| Lula Marques/Folhapress | ||
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| Funcionários do Correios na sede da empresa, em Brasília; categoria iniciou greve nesta quarta-feira (14) |
A greve interrompeu a entrega de correspondências na Grande São Paulo.
Segundo a direção do sindicato paulistano, 97% dos funcionários operacionais (carteiros e separadores postais) estão parados.
Nas agências, o atendimento está sendo feito com 30% dos empregados, mas não há garantia de entrega das correspondências.
Os Correios da Grande São Paulo têm 20 mil funcionários, segundo a direção do sindicato.
Com VENCESLAU BORLINA FILHO, de São Paulo
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