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Dólar no pico muda estratégia de turista
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EPAMINONDAS NETO
DE SÃO PAULO
O dólar a R$ 1,73, maior cotação de 2011, assusta os turistas brasileiros que contavam com a moeda na faixa de R$ 1,60 para viajar.
Para os potenciais turistas, a recomendação básica dos consultores é agir com cautela para poder se beneficiar caso a moeda volte a cair. Por outro lado, é importante se preparar caso a moeda fique no atual patamar.
A boa notícia é que, após disparar quase 9% em setembro, o avanço do dólar pode estar perto do fim: é difícil encontrar analistas que esperem uma taxa muito acima de R$ 1,75 no curto prazo.
A má notícia é que dificilmente a moeda deve voltar aos patamares de junho a julho, entre R$ 1,60 e R$ 1,50. Na visão dos analistas, o dólar pode até recuar para R$ 1,65, taxa média do ano.
"Se as condições dos EUA e da Europa se mantiverem inalteradas, o dólar vai naturalmente começar a ceder", afirma Carlos Eduardo Andrade Júnior, diretor de câmbio do banco Rendimento.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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A possível queda do juro não deve mudar o cenário.
Há um consenso de que o Banco Central vai rebaixar a chamada taxa Selic mais duas vezes ainda neste ano, trazendo o patamar atual de 12% ao ano para 11%.
Especialistas veem pelo menos dois eventos que podem desestabilizar o cenário acima: um calote da Grécia, ainda considerado improvável; e uma redução dos juros mais drástica que o previsto.
Diante da incerteza, a recomendação é começar a comprar de forma gradativa. Se a moeda recuar, a pessoa pegará uma boa taxa. Se subir, vai ter garantido um preço ainda bom.
Como o cartão de crédito ficou mais caro por causa do IOF mais alto e os travellers-checks caem em desuso, há duas alternativas que o turista deve considerar para sua próxima viagem: o cartão pré-pago ou o tradicional cartão de débito, mas habilitado para fazer operações (saques e compras) no exterior.
O primeiro tem a vantagem não desprezível de livrar o viajante do risco cambial.
"A ideia é comprar um cartão [pré-pago] e ir carregando em parcelas. É interessante também que o turista leve alguma quantia em moeda, já que eventualmente pode encontrar algum estabelecimento que não aceite o produto", aconselha Carlos Abdalla, diretor de câmbio da corretora Renova.
A outra opção, o cartão de débito, pode ser uma saída de emergência para o turista.
"O IOF é o mesmo do traveller-check, você tem segurança e não precisa andar com dinheiro em espécie no bolso", diz Frederico Souza, do Itaú-Unibanco.
Nos dois casos, o usuário tem que ficar atento às tarifas. O cartão pré-pago costuma ter um custo de emissão, enquanto o "débito" tem tarifas para saques, enquanto as compras são isentas.
Esse produto também embute um certo nível de risco cambial: a praxe é que os bancos cobrem a taxa do dia para fazer o débito da conta corrente, mas é difícil saber exatamente qual será essa cotação por conta das práticas distintas de cada instituição.
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