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Brasil vai liberar carros do Uruguai de IPI maior
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LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA
O governo brasileiro vai liberar da cobrança de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) maior carros produzidos no Uruguai. A informação foi dada pelo Ministério da Fazenda em nota, depois de mais de seis horas de reuniões com integrantes do governo uruguaio.
Segundo o texto, o Brasil comprometeu-se a adotar as medidas necessárias para que isso ocorra no prazo "mais breve possível".
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"As autoridades dos dois países coincidiram quanto à importância de uma resposta conjunta frente aos desafios do atual cenário econômico internacional. Reiteraram, nesse sentido, o entendimento comum sobre a necessidade de preservar a estrutura produtiva e os empregos na região, em particular no setor industrial", afirma a nota.
Os dois países acordaram integrar suas cadeias produtivas no setor de automóveis para aumentar a incorporação de conteúdo regional nos dois lados da fronteira.
No dia 15, o governo anunciou o aumento em 30 pontos percentuais do IPI sobre carros importados, medida que atingiu o Uruguai. Ficaram de fora apenas Argentina e México, países com os quais o Brasil tem acordos automotivos.
CONTEÚDO LOCAL
Os carros produzidos no Uruguai que poderão ser importados pelo Brasil sem pagar mais imposto têm apenas 35% de conteúdo local. Para ter direito ao mesmo benefício, os carros produzidos no Brasil devem ter 65% de componentes nacional.
A decisão implica um limite para a importação de 20 mil carros, que não deverá ser ameaçado, já que, até agosto, foram vendidos ao Brasil 7 mil automóveis.
Uma alteração na medida provisória que aumenta a cobrança do IPI deverá ser publicada nos próximos dias para permitir a liberação dos automóveis do Uruguai.
| Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress | ||
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CHINA
Dias depois de o Brasil aumentar o IPI para carros importados e sob pressão do setor local, o Ministério do Comércio da China adiou na semana passada uma reunião de alto nível com o Itamaraty, marcada para hoje, em Brasília.
O encontro seria entre o vice-ministro do Comércio da China, Wang Chao, e o secretário-geral do Itamaraty, Ruy Nogueira. A reunião ocorreria no marco da Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Coordenação), instalada em 2006 e nominalmente sob a responsabilidade das vice-presidências de ambos os países.
As montadoras chinesas, que estão entre as mais prejudicadas pela alta, têm criticado duramente o aumento do IPI. Há uma semana, representantes da JAC Motors se reuniram no Ministério do Comércio, em Pequim, em busca de apoio. A empresa classificou a medida de "irracional e parcial", contrária às diretrizes da OMC e congelou os planos de investimento no Brasil.
Outra montadora chinesa, a Chery, manteve os planos de investir no Brasil, mas uma de suas importadoras entrou na Justiça contra o aumento.
Já a Associação dos Carros de Passeio da China (CPCA, na sigla em inglês), entidade que reúne as principais montadoras do país, disse que o ajuste abrupto "provocou estragos na confiança mútua".
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