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Funcionários dos Correios bloqueiam entrada da sede em Brasília
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DA AGÊNCIA BRASIL
DE BRASÍLIA
Os funcionários dos Correios, em greve há 16 dias, bloquearam nesta quinta-feira a entrada e a garagem do edifício-sede da empresa, no Setor Bancário Norte, em Brasília. Eles querem impedir a entrada de colegas que não participam do movimento.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Rodrigo Brito, esteve no local e incentivou a unificação da luta das classes trabalhadoras, argumentando que qualquer categoria que for derrotada influenciará no resultado da luta de outra, em relação às reivindicações das datas-bases. Os bancários estão em greve em todo o país desde terça-feira. "Os fura-greves atentam contra o direito coletivo", destacou.
Os trabalhadores dos Correios reivindicam reajuste de no piso salarial e recomposição das perdas, além da convocação dos aprovados no último concurso. Na próxima terça-feira (4), caravanas de todos os estados devem chegar a Brasília para uma manifestação.
SEM ACORDO
Ontem, uma reunião entre os Correios e os funcionários grevistas terminou sem acordo. A paralisação, que já dura 15 dias, continuará e não há previsão de novas negociações entre as partes
Os principais pontos de discórdia entre os Correios e os grevistas na reunião recaíram sobre duas questões.
A primeira, sobre o pagamento dos dias parados --os funcionários propõem que não haja desconto e comprometem-se a trabalhar nos finais de semana e em fazerem hora extra para compensar a carga acumulada. Os Correios querem descontar os dias de greve e propuseram, na reunião desta quarta, o parcelamento do desconto sobre esses dias.
A segunda, sobre o aumento salarial linear -- a Fentect quer incremento de R$ 200, a ser pago a partir da data base de 1º de agosto; os Correios propõem aumento de R$ 50, a partir de janeiro de 2012.
A definição de um piso salarial -- os trabalhadores recebem R$ 807 e querem R$ 1.635, aumento de mais de 50% --, o valor do tíquete alimentação -- os grevistas propõem R$ 28, os Correios aceitaram R$ 25 --, e a contratação de novos funcionários concursados são outros pontos em que não há acordo.
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