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Correios e funcionários retomam negociações para encerrar greve
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CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA
Os Correios anunciaram nesta quinta-feira, que as negociações com os trabalhadores em greve foram retomadas.
Hoje a paralisação completou 16 dias e cerca de 20% dos funcionários estão parados.
Segundo nota, a empresa está reunida com a Fentect (Federações Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, Telégrafos e Similares), entidade representante dos funcionários, com o objetivo de concluir o acordo Coletivo de Trabalho 2011/2012.
"A iniciativa da Direção da empresa aumenta a possibilidade de entendimento e busca uma solução, por meio do diálogo, para as questões em que ainda há divergências", informaram os Correios, em nota.
Na tarde de quarta-feira (28), as partes se reuniram em Brasília na tentativa de negociar, mas não houve consenso.
A Fentect convocou, também na quarta, grevistas de outros Estados para se reunirem em Brasília, na próxima terça-feira (4), para manifestação contra os Correios.
A federação ainda orientou os filiados a fazerem 'um grande acampamento'. A manifestação e o acampamento ainda não têm local ou hora definidos.
DESACORDO
Os principais pontos de discórdia entre os Correios e os grevistas na reunião foram sobre duas questões.
A primeira, sobre o pagamento dos dias parados --os funcionários propõem que não haja desconto e comprometem-se a trabalhar nos finais de semana e em fazerem hora extra para compensar a carga acumulada. Os Correios querem descontar os dias de greve e propuseram, na reunião desta quarta, o parcelamento do desconto sobre esses dias.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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A segunda, sobre o aumento salarial linear -- a Fentect quer incremento de R$ 200, a ser pago a partir da data base de 1º de agosto; os Correios propõem aumento de R$ 50, a partir de janeiro de 2012.
A definição de um piso salarial -- os trabalhadores recebem R$ 807 e querem R$ 1.635, aumento de mais de 50% --, o valor do tíquete alimentação -- os grevistas propõem R$ 28, os Correios aceitaram R$ 25 --, e a contratação de novos funcionários concursados são outros pontos em que não há acordo.
PREJUÍZOS
O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, estimou, na segunda-feira (26), que a empresa sofra prejuízo de R$ 20 milhões diariamente por causa da greve.
Ele ainda afirmou que serão necessários cerca de três dias de trabalho para colocar em dia as entregas atrasadas pela greve dos funcionários.
A estimativa é que 95 milhões de objetos estejam com a entrega atrasada --o que corresponde a 35% do total acumulado. No último fim de semana foi realizado um mutirão para tentar amenizar os impactos do movimento.
De acordo com os Correios, o mutirão resultou na entrega de 9,4 milhões de correspondências.
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