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Funcionários da Petrobras fazem "operação tartaruga" em refinaria
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ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA
Atualizado às 18h33.
Os funcionários da refinaria da Petrobras em Araucária, na região metropolitana de Curitiba (PR), estão realizando uma "operação tartaruga" em protesto contra a falta de segurança no local.
Para os trabalhadores, existe um "deficit" de cerca de 400 funcionários na Repar (Refinaria Presidente Getúlio Vargas), que seriam necessários para garantir as condições adequadas de segurança no trabalho.
Atualmente, cerca de mil pessoas trabalham na refinaria. Eles pleiteiam aumento do número de funcionários.
"Não podemos concordar com o crescimento a qualquer custo, que é o que a Petrobras está fazendo", afirma o presidente do Sindipetro (Sindicato dos Petroleitos do Paraná e Santa Catarina), Silvaney Bernardi. "O ritmo de produtividade está alucinante, e os cuidados que são necessários [para a segurança do trabalho] não estão sendo cumpridos."
Segundo ele, cerca de 600 funcionários participam da "operação tartaruga", iniciada esta semana. Eles estão limitando o número de operações na área industrial, a fim de reduzir o ritmo de funcionamento da refinaria.
De acordo com a Petrobras, a mobilização não afetou a produção da Repar.
NEGOCIAÇÃO
Segundo Bernardi, o sindicato negocia o aumento do corpo funcional com a Petrobras desde 2004. A própria empresa, afirma ele, já realizou um estudo sobre as reivindicações dos trabalhadores, mas interrompeu as negociações no início deste mês.
A Petrobras nega que tenha interrompido as conversações e diz que as negociações sobre o aumento do efetivo foram retomadas esta semana, como pauta do acordo coletivo de trabalho deste ano.
Bernardi diz que a operação da refinaria "envolve muitos riscos" e exige pessoal qualificado e em número suficiente para dar conta dos protocolos de segurança.
O presidente do Sindipetro também manifesta preocupação com a ampliação da Repar. A obra é tocada pelo governo federal desde 2006. Parte da ampliação deve começar a funcionar em breve --o que, segundo ele, também exigiria a contratação de novos trabalhadores.
"O número de trabalhadores atual está muito aquém do necessário, tanto para tocar as atuais demandas quanto para a ampliação. Agora, chegamos num nível limite", diz.
Sobre os riscos relatados pelo sindicato, a Petrobras informou que a segurança dos trabalhadores e das instalações de suas refinarias "é uma preocupação diária da empresa" e que "investe fortemente" na prevenção de acidentes.
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