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29/09/2011 - 15h22

Novo marco regulatório preocupa mineradora Anglo American

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TATIANA FREITAS
ENVIADA ESPECIAL A BELO HORIZONTE

O novo marco regulatório que está sendo formulado no Brasil preocupa a mineradora britânica Anglo American. "O código deve ser modernizado, mas temos a preocupação de que a questão seja tratada de forma a não afetar a competitividade", afirmou hoje o presidente da unidade de níquel da companhia no país, Walter di Simoni.

"O código mineral merece uma revisão, mas é necessário entender toda a parte fiscal", acrescentou Stephan Weber, presidente da unidade de negócio de minério de ferro no Brasil.

Os investimentos da mineradora Anglo American no país somarão US$ 14 bilhões até 2013, considerando os aportes que a companhia fez desde 2007. "O investimento para o Brasil é maciço", lembrou hoje a presidente global da Anglo, Cithya Carroll, em entrevista coletiva após participar do 14º Congresso Brasileiro de Mineração.

A companhia tem dois grandes projetos no Brasil: Barro Alto, de níquel, localizado em Goiás, e o Minas-Rio, para a produção de minério de ferro. Os dois foram citados por Carroll como fundamentais para a meta da companhia de elevar a sua produção mundial de commodities em 50% até 2015.

Para a executiva da Anglo American, a expectativa continua de forte aumento de demanda por metais nos próximos anos. Portanto, o processo de evolução dos níveis de produção ("ramp up") da unidade de Barro Alto, em um momento de sinais de enfraquecimento nos preços do níquel no mercado internacional, não preocupa.

"Não há parâmetros ruins no mercado. Os pedidos não estão sendo cancelados e não serão nos próximos dois anos", disse Carroll.

A Anglo American trabalha para elevar a produção da área de níquel no Brasil das atuais 20 mil toneladas para 66 mil toneladas ate o final de 2012.

Por meio da Mineração Catalão, a Anglo American produz nióbio nos municípios de Catalão e Ouvifor (GO) e, segundo Carroll, a empresa continuará investindo nesse negócio. "Descobrimos mais nióbio do que o estimado nas primeiras sondagens e queremos continuar explorando isso no futuro", afirmou.

 

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