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Cautela fala mais alto e Bovespa sobe apenas 0,2% no fechamento
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EPAMINONDAS NETO
DE SÃO PAULO
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou a rodada de negócios desta quinta-feira com uma modesta recuperação. Logo pela manhã, os investidores se animaram com a aprovação, pelo parlamento da Alemanha, de um reforço dos poderes para o fundo de estabilidade financeira europeu.
À tarde, porém, a cautela falou mais alto, e muitos preferiram realizar lucros (vender ações que subiram rápido), o que moderou a alta verificada para as Bolsas de Valores.
No front doméstico, o índice de ações Ibovespa ficou 0,21% mais alto, no patamar dos 53.384 pontos. O giro financeiro, mais uma vez, não foi expressivo: R$ 5,29 bilhões.
O dólar comercial foi trocado por R$ 1,844, em um avanço de 0,38%.
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Já na Europa, as principais Bolsas encerraram os negócios com direções mistas, a exemplo de Londres (queda de 0,39%) e Frankfurt (ganho de 1,09%).
Nos EUA, a Bolsa de Nova York teve uma valorização de 1,30%, pela referência do índice Dow Jones.
"Da mesma forma que nós começamos o dia num tom positivo por causa de alguns dados econômicos razoavelmente positivos, agora nós estamos concentrados no fato de que ainda vai levar algum tempo até vermos respostas da zona do euro em sua tentativa de resgatar a Grécia", disse o diretor da Lazard Capital Markets, baseada em Nova York (EUA), à agência Reuters.
Analistas brasileiros também manifestaram ceticismo em relação aos desdobramentos da crise europeia
Um ceticismo semelhante também foi utilizado por analistas domésticos. "Os investidores têm convivido com notícias favoráveis à crise europeia, porém fugazes. (...) Infelizmente, temos visto apenas medidas paliativas para o combate à verdadeira crise da Europa. O atual endividamento dos países, e pior, o agravamento desse endividamento pelos significativos deficits, não passam mais despercebidos", comentava Eduardo Dias, da Omar Camargo Investimentos, no comentário regular sobre o mercado financeiro.
EUA E EUROPA
Os legisladores alemães concordaram na ampliação do fundo de estabilidade financeira europeu, criado no ano passado para ajudar os países da região em dificuldades. A medida era considerada necessária para evitar que nações como a Grécia e outras pesadamente endividadas caiam em moratória.
Antes da Alemanha, o parlamento finlandês já havia aprovado a medida. Mas as autoridades germânicas estavam entre os maiores críticos a um reforço do fundo de estabilidade, proposta que ainda precisa passar pelo crivo das demais casas legislativas europeias.
Nos EUA, os principais indicadores econômicos divulgados hoje mostraram números melhores do que o esperado.
Em destaque, o crescimento do PIB nos EUA no segundo trimestre foi revisado para cima: em vez do 1% inicialmente estimado, o incremento da riqueza nacional foi de 1,3%.
Já no mercado de trabalho deste país, houve uma redução na demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego na semana passada: o total de solicitações iniciais caiu para 391 mil, quando o setor financeiro projetava um número em torno de 420 mil; e finalmente, as vendas preliminares de imóveis em território americano recuaram 1,2% em agosto, porém economistas de bancos e corretoras previam um decréscimo ainda pior, de 1,7%.
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