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Hyundai afirma que IPI não vai mudar plano para o Brasil
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FABIANO MAISONNAVE
DE PEQUIM
O recente aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) não altera os planos da montadora sul-coreana Hyundai para abrir uma fábrica no país, afirmou ontem um alto representante da empresa.
"A questão do imposto é um tema à parte dos nossos planos com a fábrica", disse ontem Jae-Man Noh, presidente da Beijing-Hyundai Motor, joint venture liderada pela empresa sul-coreana na China.
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"Depois de completarmos a fábrica, porém, estaremos com uma vantagem comparativa", disse.
O executivo sul-coreano lembrou que a fábrica no Brasil havia sido anunciada em 2008, mas atrasou devido à crise financeira global. As obras foram iniciadas em fevereiro, em Piracicaba (SP).
Com investimentos de US$ 900 milhões, a primeira unidade da montadora na América Latina deve operar em plena capacidade no fim de 2013, com produção anual de 150 mil carros.
Das outras montadoras asiáticas que anunciaram fábrica no Brasil, a chinesa JAC Motors congelou os planos de investimento, enquanto a Chery, também da China, afirmou que continuará com o projeto de abrir uma unidade no país.
Jae-Man afirmou que a Hyundai não exporta da China --toda a produção das duas fábricas é destinada ao mercado interno do gigante asiático.
PARA EXPORTAÇÃO
Jae-Man concedeu ontem rara entrevista coletiva em Pequim, da qual a Folha participou. Antes de aceitar perguntas, analisou a indústria automotiva chinesa.
O executivo lembrou que a expansão para o exterior da indústria automotiva é uma das metas do 12º Plano Quinquenal (2011-2015), conjunto de diretrizes e metas estabelecido periodicamente pelo regime comunista chinês.
Puxada pelo Brasil, a América Latina já é o principal mercado para os carros chineses, com estimativa de 29% do total para este ano. Em 2009, a fatia exportada para a região era de somente 10%.
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