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30/09/2011 - 10h13

Bovespa perde 1,30% na abertura; dólar alcança R$ 1,85

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DE SÃO PAULO

Notícias da China, dos EUA e do front europeu desanimam os investidores logo na abertura da rodada de negócios desta sexta-feira, último pregão do mês. Até ontem, a Bolsa brasileira acumulava perdas de 5,5%, o sexto mês consecutivo de perdas, uma sequência não vista desde 2008.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, recua 1,30%, aos 52.689 pontos. Ontem, a Bovespa fechou em alta de 0,21%.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,856, em alta de 0,65%. A taxa de risco-país marca 275 pontos, número 3,77% acima da pontuação anterior.

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As principais Bolsas europeias operam com perdas, a exemplo de Londres (retração de 1,51%), Paris (2,51%) e Frankfurt (2,83%).

Investidores e analistas seguem temerosos em relação à crise europeia, ainda longe de uma solução real e definitiva. A aprovação pelo parlamento alemão ao reforço do fundo de estabilidade financeira europeu trouxe algum alívio, mas não ao ponto de melhorar substancialmente o humor dos mercados.

O mercado ainda monitora as negociações da Grécia com o FMI, que avalia a liberação da última parcela do pacote do socorro financeiro acertado no ano passado, estimada em 8 bilhões de euros.

Ainda na Europa, outro indicador assusta os investidores: a inflação ao consumidor na zona do euro atingiu 3% (taxa anualizada) em setembro, bem acima das projeções de 2,5% do setor financeiro para o período. O número aumenta a apreensão dos mercados porque surge justamente num momento em que o BCE (Banco Central Europeu) é pressionado para reduzir os juros da região, num cenário de provável recaída numa recessão.

Nos EUA, o governo revelou que o nível de gastos dos americanos aumentou 0,2% em agosto (em linha com as expectativas), enquanto o nível de renda pessoal encolheu 0,1%, um desempenho bem pior do que o projetado por analistas do setor financeiro.

E finalmente, no front asiático, uma sondagem do banco HSBC apontou que uma contração do nível de atividade do setor manufatureiro chinês pelo terceiro mês consecutivo em setembro.

 

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