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30/09/2011 - 10h22

Bancários e funcionários dos Correios em greve fazem passeata

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DE SÃO PAULO

Atualizado às 12h22.

Para potencializar o movimento, os funcionários dos Correios e os bancários em greve preparam uma manifestação conjunta para a tarde desta sexta-feira no centro da capital paulista, com concentração na rua Líbero Badaró.

"Estamos unificando nossas ações. Queremos entender as razões de empresários e o governo estarem reticentes. Por algum motivo, eles querem a greve", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro).

A paralisação dos bancários entra no quarto dia e segue sem qualquer canal de negociação aberto entre patrões e empregados. No Rio de Janeiro, o protesto da categoria terá duas atividades: na hora do almoço, um "sopão da miséria" com pé de moleque de sobremesa na avenida Rio Branco, no centro da capital, e, às 16h, o "Rock in Greve", no bairro do Andaraí, na zona norte.

Editoria de Arte/Folhapress

BANCOS

Ontem (29), 7.672 agências permaneceram fechadas em 25 Estados e no Distrito Federal, segundo dados da entidade sindical. De acordo com a Febraban (Federação dos Bancos), há 20.073 agências em todo o Brasil. O número representa 1.424 unidades a mais do que o registrado na quarta-feira.

Os bancos abriram normalmente apenas em Roraima, mas o sindicato local aprovou greve a partir da próxima segunda-feira.

Os trabalhadores pedem 12,8% de aumento sobre pisos e salários, além de ampliação dos ganhos nas participações nos lucros, entre outras exigências. Os banqueiros ofereceram 8%. A proposta foi rejeitada.

CORREIOS

A greve dos Correios completa hoje 17 dias. Um dos pontos de discórdia entre empresa e grevistas é o pagamento dos dias parados --os funcionários propõem que não haja desconto e comprometem-se a trabalhar nos finais de semana e em fazerem hora extra para compensar a carga acumulada.

Outro motivo de impasse é o aumento salarial linear. A Fentect quer incremento de R$ 200, a ser pago a partir da data base de 1º de agosto; os Correios propõem aumento de R$ 50, a partir de janeiro de 2012.

A definição de um piso salarial --os trabalhadores recebem R$ 807 e querem R$ 1.635--, o valor do tíquete alimentação --os grevistas propõem R$ 28, os Correios aceitaram R$ 25--, e a contratação de novos funcionários concursados são outros pontos em que não há acordo.

O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, na segunda-feira (26), estimou que a empresa sofra prejuízo de R$ 20 milhões diariamente por causa da greve.

 

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